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'Deputados prestarão contas' em 2022 se soltarem 'fanático', diz ministro Marco Aurélio Mello

© Folhapress / Pedro LadeiraMinistro Marco Aurélio Melo, do STF (Supremo Tribunal Federal)
Ministro Marco Aurélio Melo, do STF (Supremo Tribunal Federal) - Sputnik Brasil, 1920, 18.02.2021
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Marco Aurélio Mello, ministro do STF, disse que, se a Câmara "virar as costas ao povo brasileiro", afastando a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), parlamentares "prestarão contas" nas eleições.

Silveira foi preso na noite de terça-feira (16), após publicar vídeo com ataques a membros do Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. 

No dia seguinte, o caso foi discutido no plenário do STF, que, por 11 votos a zero, decidiu manter a prisão do deputado. Silveira também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por agressão verbal e coação. 

No entanto, conforme determina a lei, a Câmara dos Deputados votará se Silveira deve permanecer preso ou não. 

Marco Aurélio ressaltou que a regra estipula que os deputados podem deliberar sobre o caso, mas defendeu a manutenção da prisão, chamando o parlamentar do PSL de "fanático" e "populista". 

"Se por acaso, a Câmara dos Deputados, a meu ver, virar as costas ao povo brasileiro, afastando a prisão desse moço, um populista de direita, fanático e, portanto, de uma agressividade ímpar, eu diria superexagerada, os deputados prestarão contas nas eleições de 2022 aos eleitores", disse Marco Aurélio, nesta quinta-feira (18), em entrevista à Rádio Bandeirantes.

'Dando soco em ponta de faca'

Em declarações anteriores, o decano do STF já tinha rejeitado um possível acordo para libertar Silveira, por meio do qual, em contrapartida, o deputado poderia ser suspenso de suas atividades. Desta vez, Marco Aurélio disse que "não fuma o cachimbo da paz" e rejeitou negociações com os deputados. 

"Sempre atuei assim dando soco em ponta de faca e pegando no pesado porque eu não sou locutor de assessor, eu trago processos para casa. Não ocupo uma cadeira voltada às relações públicas", afirmou. 

O ministro disse ainda que, a essa altura, "ninguém coloca em dúvida a periculosidade do preso". Ele defendeu a liberdade de expressão, mas afirmou que isso não isenta os indivíduos de responsabilidade. 

"A liberdade de expressão não isenta àquele que a utiliza de responsabilidade, quer no campo civil, quer no campo administrativo , quer no campo penal. E nós vivemos em sociedade, em sociedade que pressupõe humanidade, civilização e respeito mútuo", ponderou Marco Aurélio Mello. 
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