Mianmar: militares dizem que não tiveram outra opção a não ser tomar o poder

© REUTERS / StringerMilitares carregam parte de cerca de arame farpado durante protesto contra tomada do poder por militares em Mianmar
Militares carregam parte de cerca de arame farpado durante protesto contra tomada do poder por militares em Mianmar - Sputnik Brasil, 1920, 16.02.2021
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Porta-voz das Forças Armadas de Mianmar diz que objetivo da junta militar é realizar eleições e entregar o poder político ao partido vencedor.

Ainda segundo o porta-voz, o general de brigada Zaw Min Tun, os protestos em andamento no país contra os militares estão incitando à violência e fazendo pressão ilegal sobre os servidores públicos civis.

Ao mesmo tempo, o representante militar afirmou que as Forças Armadas do país garantem a realização de eleições. Apesar da promessa de eleições, o general não anunciou nenhuma data para o sufrágio. 

"Nosso objetivo é realizar uma eleição e passar o poder para o partido vencedor", disse Min Tun.

O general também disse que os militares do país "não tiveram nenhum outra opção" a não ser a tomada do poder.

Neste momento, está em vigor no país um estado de emergência com duração de um ano.

Enquanto isso, os militares afirmam que continuarão o caminho do acordo de "cessar-fogo nacional".

Militares no poder

No último dia 1° de fevereiro, os militares de Mianmar declararam o estado de emergência no país após a prisão de líderes políticos, incluindo o presidente Win Myint e a líder Aung San Suu Kyi.

A ação desencadeou protestos contra a classe militar tanto no país, quanto no exterior. De acordo com os militares, nas recentes eleições no país foram registradas fraudes.

Por sua vez, os EUA anunciaram nesta quarta-feira (10) sanções contra a liderança militar.

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