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EUA não descartam novas medidas contra Rússia por 'violação dos direitos humanos'

© Sputnik / Aleksei Agaryshev / Abrir o banco de imagensCasa Branca em Washington
Casa Branca em Washington - Sputnik Brasil, 1920, 12.02.2021
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O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, declarou nesta sexta-feira (12) que os EUA não descartam novas medidas contra a Rússia por "violações dos direitos humanos".

Ao comentar a possibilidade da aplicação de novas medidas restritivas contra Moscou, o porta-voz citou um suposto "péssimo histórico da Rússia no campo dos direitos humanos".

"Continuaremos a fazê-lo, seja na Rússia ou em outro país onde os direitos humanos são ameaçados por regimes que se opõem a esses princípios", disse Price em entrevista coletiva.

"Também estamos examinando atentamente as violações dos direitos humanos de que falei e suspeito que ouvirão mais notícias sobre as respostas políticas adequadas às violações que vimos emanar de Moscou e ocorrer em solo russo", acrescentou.

A Rússia negou repetidamente as alegações dos EUA de quaisquer violações dos direitos humanos por parte de Moscou.

Nord Stream 2 na mira

O porta-voz do Departamento de Estado acrescentou que os EUA avaliarão a possibilidade de sanções diante da tentativa de concluir o gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2).

"Nossa posição sobre o Nord Stream 2 é muito clara e não mudou. O presidente [Joe] Biden deixou claro que o Nord Stream 2 era um mau negócio. É um mau negócio porque divide a Europa, expõe a Ucrânia e a Europa Central à manipulação russa, contradiz os objetivos declarados da Europa no domínio da segurança energética", disse Price.

O gasoduto Nord Stream 2 prevê a conexão entre a Rússia e a Alemanha através do fundo do mar Báltico. O projeto é formado por uma aliança que também inclui empresas da Áustria, França, Países Baixos e outros países.

Os Estados Unidos se opõem à construção do gasoduto e oferecem para a Europa seu gás natural liquefeito. O projeto foi suspenso em dezembro de 2019 depois que Washington ameaçou a empresa suíça Allseas, que realizava as obras, com sanções.

A construção do gasoduto continuou em dezembro de 2020, com o navio de lançamento de dutos Fortuna tendo instalado 2,6 quilômetros de tubos nas águas da Alemanha. No momento, basta construir 148 quilômetros de gasoduto nas águas da Dinamarca e da Alemanha para finalizar o projeto.

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