Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta quinta-feira, 11 de fevereiro

© REUTERS / Alex BrandonPresidente dos EUA, Joe Biden, durante sua primeira visita ao Pentágono, em Arlington, Virgínia, EUA, 10 de fevereiro de 2021
Presidente dos EUA, Joe Biden, durante sua primeira visita ao Pentágono, em Arlington, Virgínia, EUA, 10 de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 11.02.2021
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Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha os destaques desta quinta-feira (11), marcada pela aprovação de lei sobre autonomia do Banco Central, pela imposição de sanções dos EUA contra Mianmar e suspeitas de que a COVID-19 teria circulado na China ainda em outubro de 2019.

Diretor da Anvisa pede veto à MP que acelera autorização de vacinas contra COVID-19

Nesta quarta-feira (10), o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, reuniu-se com o presidente Jair Bolsonaro para solicitar veto de trecho da Medida Provisória (MP) que prevê prazo de cinco dias para aprovação emergencial de vacinas contra a COVID-19. Segundo ele, a MP restringe a soberania nacional e gera "insegurança sanitária". Torres disse ter recebido "sinalização muito positiva a um possível veto", reportou o G1. A MP estipula que, enquanto durar estado de calamidade pela COVID-19, a Anvisa acolha imunizantes aprovados para uso em agências regulatórias dos EUA, União Europeia, Japão, China, Canadá, Reino Unido, Coreia do Sul, Rússia ou Argentina. O Brasil registrou mais 1.357 mortes e 60.271 casos de COVID-19, totalizando 234.945 óbitos e 9.662.305 diagnósticos da doença, de acordo com consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

© REUTERS / Bruno KellyAgentes da Saúde saem de oca após administrar vacinas contra a COVID-19 em membros de comunidade indígena, em Manaus, Amazonas, 9 de fevereiro de 2021
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Agentes da Saúde saem de oca após administrar vacinas contra a COVID-19 em membros de comunidade indígena, em Manaus, Amazonas, 9 de fevereiro de 2021

Câmara aprova texto sobre autonomia do Banco Central

Nesta quarta-feira (10), a Câmara dos Deputados aprovou por 339 votos contra 114 o projeto de lei que prevê autonomia do Banco Central. Com a medida, o banco se tornará uma autarquia independente do Ministério da Economia. Seu presidente terá mandato de quatro anos, não coincidente com o do presidente da República. Partidários da medida apontam que o Banco Central será blindado de influências políticas. Já os críticos veem carta branca aos interesses de grandes bancos e falta de controle democrático sobre política monetária e fiscal do país. O projeto de lei, aprovado em regime de urgência após a posse do novo presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL), segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

© AFP 2022 / Evaristo SáPresidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante lançamento da iniciativa "Adote um Parque", no Palácio do Planalto, Brasília, 9 de fevereiro de 2021
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Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante lançamento da iniciativa "Adote um Parque", no Palácio do Planalto, Brasília, 9 de fevereiro de 2021

Presidentes dos EUA telefona para líder chinês durante comemorações do Ano Novo Lunar

Nesta quarta-feira (10), o presidente dos EUA, Joe Biden, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, realizaram conversa telefônica pela primeira vez, durante as comemorações do Ano Novo Lunar na China. Durante a conversa, Biden teria pressionado seu colega em temas relacionados a direitos humanos nas regiões de Xinjiang e Hong Kong. Xi Jinping, por sua vez, disse que "uma confrontação entre China e EUA é um desastre para ambos os países e para o mundo", acrescentando que a conversa foi "um bom sinal", informou a Televisão Central da China.

  • Durante sua primeira visita ao Pentágono, Joe Biden anunciou a criação de força-tarefa para revisar a política de Defesa dos EUA em relação à China. "Precisamos enfrentar os desafios crescentes colocados pela China para manter a paz e defender nossos interesses no [região do] Indo-Pacífico e globalmente", disse o presidente dos EUA. Segundo ele, a revisão será realizada em coordenação com aliados e deve prever o uso da força somente como último recurso. Os EUA devem manter sanções impostas contra servidores chineses, assim como as tarifas comerciais adotadas na era Trump.
  • O presidente norte-americano também aprovou a imposição de sanções contra responsáveis pelo golpe militar realizado em Mianmar, país vizinho da China. Biden garantiu que sua administração vai sancionar "líderes militares que conduziram o golpe, seus interesses financeiros e familiares próximos". Washington também deve impedir o acesso a cerca de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) em ativos do governo de Mianmar investidos nos EUA. "Estamos prontos para adotar medidas adicionais", alertou o presidente norte-americano.
© REUTERS / Tyrone SiuFiel reza durante comemorações do Ano Novo Lunar, no templo de Man Mo, Hong Kong, China, 11 de fevereiro de 2021
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Fiel reza durante comemorações do Ano Novo Lunar, no templo de Man Mo, Hong Kong, China, 11 de fevereiro de 2021

Irã quer se tornar membro permanente de bloco econômico liderado pela Rússia

Teerã iniciará tratativas para entrar no bloco econômico União Econômica Euroasiática (EAEU, na sigla em inglês) como membro permanente em duas semanas, informou o porta-voz do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, nesta quarta-feira (10). As declarações foram feitas após visita de alto nível de três dias a Moscou. O diretor da Comissão Econômica Euroasiática, Andrei Slepnev, disse que as negociações para a entrada de Teerã na zona de livre comércio serão iniciadas ainda em fevereiro. A medida poderá aproximar Teerã, que é alvo de sanções econômicas norte-americanas, das economias da Ásia Central. O bloco econômico EAEU formado por Rússia, Bielorrússia, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão, foi formado em 2015 e tem acordo de livre comércio com Sérvia, Vietnã e Singapura.

© REUTERS / Majid Asgaripour/ WANA Paraquedista empunha a bandeira iraniana durante comemorações dos 42 anos da Revolução Islâmica, Teerã, Irã, 10 de fevereiro de 2021
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Paraquedista empunha a bandeira iraniana durante comemorações dos 42 anos da Revolução Islâmica, Teerã, Irã, 10 de fevereiro de 2021

COVID-19 pode ter circulado na China ainda em outubro de 2019, diz OMS

A equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que investiga a origem do novo coronavírus, aponta que o vírus teria circulado na China ainda em outubro de 2019, reportou o The Wall Street Journal. De acordo com a reportagem, cerca de 90 pessoas teriam sido hospitalizadas com sintomas similares ao da COVID-19 na região central da China, dois meses antes das autoridades confirmarem os primeiros casos em Wuhan. No entanto, "mais estudos são necessários" para confirmar a hipótese, disse o especialista da OMS Peter Ben Embarek, de acordo com o jornal.

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