Imunologista destrói mito popular sobre formação de imunidade coletiva contra COVID-19

© REUTERS / Ronen ZvulunJovem recebe vacina contra a COVID-19 em Jerusalém, em Israel, no dia 4 de fevereiro de 2021
Jovem recebe vacina contra a COVID-19 em Jerusalém, em Israel, no dia 4 de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 10.02.2021
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A ausência da vacinação de crianças não afetará a imunidade coletiva contra o novo coronavírus, segundo imunologista.

Israel, onde a vacinação atinge ritmo recorde, está se aproximando da criação da imunidade coletiva contra a COVID-19, então as preocupações do Ministério da Saúde de Israel não têm base científica, disse à Sputnik a imunologista que direciona a Clínica Universitária do Hospital Hadassah Ein Kerem, Israel, Polina Stepenskaya.

"Em Israel, 3,5 milhões já estão vacinados, e mais 700 mil pessoas já se recuperaram oficialmente da COVID-19. Ou seja, cerca de 4,2 milhões de pessoas são imunes. Vocês entendem que nem todos entraram na contagem, porque crianças quase não foram testadas, [impossibilitando saber] quantas delas adoeceram. É porque as crianças tiveram doença assintomática. Acredito que estamos chegando à imunidade coletiva a uma velocidade rapidíssima", afirmou Stepenskaya.

Existe uma fórmula para calcular o número necessário de imunizados para criação da imunidade coletiva baseada na taxa de infecção, afirmou imunologista. Antes da cepa britânica do coronavírus, a taxa correspondia a 2,5, de acordo com estudos revisados e publicados nas revistas médicas. A cepa do Reino Unido aumentou a taxa para quatro, conforme a médica. A taxa de infecção de sarampo é mais de 10, por exemplo.

A proporção da imunização necessária é calculada, usando fórmula: 1-1/R. Foi calculado que para a formação da imunidade coletiva contra o coronavírus regular é preciso que de 43% a 75% da população estejam imunes, recuperados ou vacinados, explicou médica, citando dados científicos.

Se todos os países contassem com a cepa britânica, 75% de imunizados seriam suficientes para atingir a imunidade coletiva, afirmou a imunologista.

Anteriormente, durante reunião parlamentar sobre o coronavírus no Knesset de Israel, a chefe da Saúde Pública israelense, Sharon Alroy-Preis, expressou preocupações de que, até mesmo se toda a população de Israel estiver vacinada, seria difícil atingir a imunidade coletiva porque 2,5 milhões de crianças não seriam vacinadas. A vacina da Pfizer, que é usada na vacinação israelense, começou recentemente a ser testada em crianças.

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