Perpetrador de crimes de guerra? Israel 'envia' pedido a aliados para não ser investigado pelo TPI

© REUTERS / Mussa QawasmaPalestinos tentam remover parte da cerca israelense durante um protesto na Cisjordânia, em 30 de março
Palestinos tentam remover parte da cerca israelense durante um protesto na Cisjordânia, em 30 de março - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2021
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Na sexta-feira (5), o Tribunal Penal Internacional (TPI) determinou ter jurisdição para abrir inquérito sobre alegados crimes de guerra cometidos por Israel na Cisjordânia, Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental.

No entanto, segundo escreve o portal Axios, Tel Aviv pretende atrair "dezenas" de aliados para transmitir uma "mensagem discreta" à procuradora do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensoud, a fim de pressioná-la a não prosseguir com a investigação de alegados crimes de guerra cometidos por Israel nos territórios ocupados.

O portal citou dois funcionários israelenses que disseram que o Ministério das Relações Exteriores de Israel enviou no domingo (7) uma tabela de designação "Urgente" aos seus embaixadores em todo o mundo.

Segundo as instruções de lobby, os diplomatas israelenses devem contatar os ministros das relações exteriores e chefes de governo para lhes pedir que emitam declarações oficiais de oposição à decisão do TPI.

© REUTERS / Ammar AwadJerusalém Oriental, território disputado por Israel e Palestina
Perpetrador de crimes de guerra? Israel 'envia' pedido a aliados para não ser investigado pelo TPI - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2021
Jerusalém Oriental, território disputado por Israel e Palestina

"Pedimos que [governos] enviem uma mensagem discreta à procuradora pedindo-lhe para não avançar com investigação e não dar a este caso uma alta prioridade", estaria escrito no documento enviado às embaixadas israelenses.

"Vocês estão instruídos a informar aos mais altos funcionários do governo que o possível começo de investigação contra Israel vai criar uma crise contínua entre Israel e a Autoridade Palestina que impossibilitará qualquer progresso diplomático entre as partes", acrescenta a nota.

No sábado (6), as Forças de Defesa de Israel chamaram a decisão do TPI de tendenciosa, e afirmaram que continuarão protegendo a segurança israelense e dos seus cidadãos, respeitando o direito nacional e internacional.

O governo israelense rotulou a decisão do TPI como "antissemita". Até o momento, somente EUA e Austrália se opuseram oficialmente à decisão do tribunal.

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