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Notícias do Brasil
Notícias sobre política, economia e sociedade do Brasil. Entrevistas e análises de especialistas sobre assuntos que importam ao país.

Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta segunda-feira, 8 de fevereiro

© REUTERS / Chalinee ThirasupaManifestante durante protesto contra golpe de Estado em Mianmar, em Bangkok, Tailândia, 7 de fevereiro de 2021
Manifestante durante protesto contra golpe de Estado em Mianmar, em Bangkok, Tailândia, 7 de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2021
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Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha os destaques desta segunda-feira (8), marcada pelo indiciamento de governador por compra irregular de respiradores, pela volta dos EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU e suspensão do uso da vacina da AstraZeneca na África do Sul.

PF pede indiciamento do governador do Pará por compra irregular de respiradores

Neste domingo (7), a Polícia Federal pediu o indiciamento do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), por suspeita de compra irregular de respiradores, em meio à pandemia de COVID-19. As investigações integram a Operação Para Bellum, deflagrada em junho do ano passado. O governo do Pará teria gastado R$ 50 milhões em compra sem licitação de 400 aparelhos, 100 dos quais não atendiam aos requisitos para serem utilizados contra a COVID-19. O Brasil registrou mais 492 mortes e 29.407 casos de COVID-19, totalizando 231.561 óbitos e 9.522.132 diagnósticos da doença, segundo consórcio entre veículos de imprensa e secretarias estaduais de saúde.

© AFP 2021 / Tarso Sarraf Paciente infectado pela COVID-19 é transferido para UTI em Santarém, Pará, 7 de fevereiro de 2021
Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta segunda-feira, 8 de fevereiro - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2021
Paciente infectado pela COVID-19 é transferido para UTI em Santarém, Pará, 7 de fevereiro de 2021

Governo redimensiona auxílio emergencial com 3 parcelas de R$ 200

Governo federal considera criar programa para realizar três repasses de R$ 200 para trabalhadores informais com baixa qualificação. O programa, que chamaria Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), seria uma resposta do governo às pressões para prorrogar o auxílio emergencial, reportou a Folha de São Paulo. O benefício será ligado ao programa Carteira Verde Amarela, que flexibiliza leis trabalhistas e exigirá realização de curso de qualificação profissional. O programa atenderia cerca de 30 milhões de pessoas que não se encaixam no perfil de beneficiários do Bolsa Família. O BIP custaria aproximadamente R$ 18 bilhões aos cofres públicos, contra os R$ 293 bilhões repassados pelo auxílio emergencial.

© REUTERS / Adriano MachadoMinistro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, 12 de janeiro de 2021
Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta segunda-feira, 8 de fevereiro - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2021
Ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, 12 de janeiro de 2021

Administração Biden quer voltar ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

Nesta segunda-feira (7), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, deve anunciar o retorno dos EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU como país observador. A administração Trump retirou os EUA do órgão baseado em Genebra, acusando-o de ser obsoleto e cumprir agenda anti-israelense. País mais atingido mundialmente pela COVID-19, os EUA ensaiam retorno ao multilateralismo. Estudo publicado neste domingo (7) pela revista MedRxiv aponta que a variante do Reino Unido do coronavírus deve se tornar a dominante em estados dos EUA a partir de março. O presidente, Joe Biden, no entanto, informou que será difícil garantir a vacinação de até 75% da população até meados deste ano.

© REUTERS / Kevin LamarquePresidente dos EUA, Joe Biden, durante reunião com líderes democratas na Casa Branca, Washington, EUA, 5 de fevereiro de 2021
Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta segunda-feira, 8 de fevereiro - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2021
Presidente dos EUA, Joe Biden, durante reunião com líderes democratas na Casa Branca, Washington, EUA, 5 de fevereiro de 2021

EUA devem voltar ao acordo nuclear para evitar 'fracassos', diz ministro iraniano

Neste domingo (7), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que os EUA devem retirar sanções contra Teerã e retornar ao acordo nuclear, caso queiram romper com a política adotada pelo ex-presidente do país, Donald Trump. "Foram os EUA que saíram do acordo, foram os EUA que o violaram", disse Zarif em entrevista à CNN. "Então são os EUA que têm que voltar ao acordo e implementar suas obrigações". Anteriormente, o presidente dos EUA, Joe Biden, havia dito que os EUA não retirarão as sanções impostas contra o Irã como pré-condição para a retomada dos diálogos. Os EUA se retiraram unilateralmente do acordo nuclear iraniano em 2018. No início deste ano, a República Islâmica acelerou suas atividades nucleares, ultrapassando os limites estabelecidos pelo documento.

© AFP 2021 / Escritório do Líder Supremo do IrãLíder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, discursa para membros das Forças Armadas iranianas, em Teerã, 7 de fevereiro de 2021
Manhã com Sputnik Brasil: destaques desta segunda-feira, 8 de fevereiro - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2021
Líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, discursa para membros das Forças Armadas iranianas, em Teerã, 7 de fevereiro de 2021

Polícia usa canhões de água para dispersar manifestantes em Mianmar

Nesta segunda-feira (8), milhares de pessoas participaram de protestos nacionais contra golpe militar em Mianmar, reportou o portal local The Irrawaddy. A polícia teria usado canhões de água contra manifestantes na capital, Naypyidaw, que ocuparam as ruas após junta militar suspender o uso da Internet no país. Neste sábado (6), a operadora de internet Telenor confirmou que o apagão foi ordenado pelo Exército. O NetBlocks, organização que rastreia o tráfego da Internet mundialmente, informou que a conectividade em Mianmar se reduziu em mais de 80%. No dia 1º de fevereiro, uma junta militar tomou o poder em Mianmar, após prender a primeira conselheira de Estado, Aung San Suu Kyi, o presidente, Win Myint e demais membros do partido Liga Nacional pela Democracia.

África do Sul suspende vacinação com imunizante da AstraZeneca

Nesta segunda-feira (8), especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) devem se reunir com autoridades sul-africanas para debater a suspensão do uso da vacina contra a COVID-19 da Oxford/AstraZeneca. O ministro da Saúde do país, Zweli Mkhize, informou que o imunizante pode ser ineficaz contra a variante sul-africana do novo coronavírus. "Esperamos receber vacinas da Johnson & Johnson, teremos vacinas da Pfizer. Essas vacinas serão disponibilizadas para os agentes da Saúde", disse Mkhize. "As vacinas da AstraZeneca continuarão conosco até os cientistas nos indicarem claramente o que é necessário fazer." Representantes da farmacêutica britânica informaram ao jornal Financial Times que trabalham na adaptação da vacina à variante sul-africana do novo coronavírus.

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