Cientistas russos encontram anticorpos para SARS-CoV-2 mais fortes que os do tratamento de Trump

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Avifavir, medicamento antiviral de produção russa para tratamento da COVID-19 - Sputnik Brasil, 1920, 05.02.2021
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Cientistas do Departamento Siberiano da Academia de Ciências da Rússia encontraram anticorpos contra o SARS-CoV-2 que o combatem mais eficazmente que os usados no tratamento do ex-presidente Donald Trump.

Os resultados referidos foram anunciados pelo diretor da Academia de Ciências da Rússia (RAN, na sigla em russo) Aleksandr Sergeev.

Uma das linhas de desenvolvimento de tratamentos contra a infecção pelo coronavírus é a busca dos chamados anticorpos neutralizantes, ou seja, de moléculas produzidas pelas células do sistema imunológico em resposta à invasão viral do organismo. Na base destes anticorpos é possível preparar algum tipo de "coquetéis" de medicamentos.

"O Instituto de Biologia Molecular e Celular do Departamento Siberiano da RAN obteve todo um espectro desses anticorpos [...] De todo esse grande espectro, agora foram definidos três anticorpos que têm um acoplamento constante [com as partículas virais] maior do que os indicadores correspondentes dos primeiros dois medicamentos norte-americanos que já foram registrados pela empresa Regeneron", informou o diretor nesta sexta-feira (5) durante coletiva de imprensa on-line.

Segundo ele, esses anticorpos "possuem capacidades potenciais muito grandes para que na base deles sejam criados medicamentos [contra o coronavírus]".

O ex-presidente norte-americano Donald Trump, tomou durante o tratamento contra a COVID-19, entre outros, o medicamento experimental da farmacêutica Regeneron, que consiste de um coquetel de anticorpos monoclonais, isto é, produzidos em laboratório. Um tratamento completo custa dois mil euros.

Anteriormente, Sergeev informou que em breve o Ministério da Saúde russo receberá os resultados de testes de uma molécula do anticorpo monoclonal terapêutico, neutralizante do SARS-CoV-2, criado pelo Instituto de Química Biorgânica da RAN em Moscou, pela empresa russa Farmsintez e pela farmacêutica internacional HifiBio Therapeutics.

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