Filipinas afirmam que podem se beneficiar de ser pivô para Ásia do governo Biden

© REUTERS / Russia Picture ServicePresidente das Filipinas Rodrigo Duterte discursando antes de partir para a cúpula da ASEAN em Laos, 5 de setembro de 2016
Presidente das Filipinas Rodrigo Duterte discursando antes de partir para a cúpula da ASEAN em Laos, 5 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
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Territórios no mar do Sul da China são reivindicados por uma série de países, incluindo China, Filipinas, Brunei, Malásia, Taiwan e Vietnã. Os EUA não reivindicam a área, mas enviam regularmente navios de guerra para a região.

As Filipinas podem se beneficiar se houver uma ênfase renovada na Ásia por parte do governo do presidente norte-americano Joe Biden, o que poderia servir como contrapeso à China na região, disse o ministro da Defesa do país, Delfin Lorenzana.

"Sendo um dos aliados da América na região Indo-Ásia-Pacífico, as Filipinas podem se beneficiar [e ser um] pivô adiantado do governo Biden para a estratégia da Ásia", afirmou Lorenzana nesta sexta-feira (29), citado pela agência Reuters.

O ministro disse o país celebra a perspectiva de uma nova era de relações com os EUA, acrescentando que a rivalidade geopolítica de longa data entre Washington e Pequim continuaria a testar a habilidade das Filipinas em equilibrar as relações.

© AFP 2022 / NOEL CELIS/POOLBandeira dos EUA perto dos territórios disputados
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Bandeira dos EUA perto dos territórios disputados

A ex-colônia dos EUA é há muito tempo uma aliada de Washington, mas seus laços se fortaleceram com a China e a Rússia desde que o presidente Rodrigo Duterte assumiu o cargo em 2016 em meio às promessas de Pequim de bilhões de dólares em ajuda, empréstimos e investimentos. A relação a China, todavia, esfriou bastante no último ano.

Ataques e provocações

A administração Biden prometeu que Washington ajudará Manila no caso de um ataque armado no mar do Sul da China, afirmou nesta sexta-feira (29) o embaixador das Filipinas em Washington, José Manuel Romualdez.

Romualdez acrescentou que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse ao ministro das Relações Exteriores das Filipinas, Teodoro Locsin, em uma recente ligação telefônica, que o Tratado de Defesa Mútua, de 1951, entre as duas nações se aplicará a potenciais ataques armados contra as Filipinas.

"Temo que agora devemos ser mais circunspectos na forma como lidamos com nosso relacionamento com os dois países. Não queremos ser pegos no meio", comentou Romualdez.

O embaixador também deixou claro que Manila continuaria com suas patrulhas aéreas sobre o mar do Sul da China, apesar da rejeição da China, que considera tais ações como "provocações ilegais".

Pequim reivindica a soberania sobre grande parte do mar do Sul da China e construiu bases militares em ilhas artificiais na área. Também têm reivindicações territoriais na zona as Filipinas, Brunei, Malásia, Taiwan e Vietnã.

Os EUA, por sua vez, veem o mar do Sul da China como uma via navegável internacional e costumam desafiar Pequim com patrulhas de navios de guerra.

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