Reveladas diferenças entre anticorpos após infecção pela COVID-19 e após vacinação

© Sputnik / Kirill Braga / Abrir o banco de imagensVacinação pela EpiVacCorona em Volgogrado, Rússia
Vacinação pela EpiVacCorona em Volgogrado, Rússia - Sputnik Brasil
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Existem diferenças entre os anticorpos surgidos após a infecção pela COVID-19 e aqueles formados depois da vacinação, diz imunologista.

O acadêmico russo Areg Totolyan relatou em entrevista ao jornal Izvestia que os anticorpos que surgem após a infecção pelo coronavírus e aqueles que se formam após a vacinação contra a COVID-19 podem ser diferentes.

Segundo o acadêmico Areg Totolyan, diretor do Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Pasteur em São Petersburgo, "relativamente à maioria das infecções que podem ser prevenidas por vacinação, se aplica uma regra: a imunidade que se desenvolve naturalmente é mais forte, existe por um período mais duradouro, ao contrário da imunidade obtida após vacinação".

No entanto, o especialista comentou que não extrapolaria esta regra para a situação atual.

Totolyan ressaltou que nem em todos os que contraíram a COVID-19 desenvolvem anticorpos, além disso, mesmo naqueles que desenvolvem anticorpos, estes podem ter uma "especificidade" diferente. Este fato influencia diretamente a capacidade do organismo de se proteger contra a reinfecção.

O imunologista observou que as vacinas russas Sputnik V e EpiVacCorona têm como alvo a proteína S do vírus. No entanto, a primeira age contra o fragmento responsável pela neutralização da atividade dos anticorpos, enquanto a outra usa peptídeos - fragmentos da proteína S.

"Por isso, no caso de vacinação com ambas as vacinas russas existem maiores chances de obter anticorpos, em comparação com uma infecção passiva, se estivermos falando de formas leves e assintomáticas da doença", explicou o especialista.

A vacina Sputnik V foi registrada pelo Ministério de Saúde russo em agosto de 2020. Ela foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, com apoio do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), na base de conhecidos vetores de adenovírus humano.

A vacina EpiVacCorona foi criada com base em antígenos peptídeos no Centro Nacional de Pesquisa em Virologia e Biotecnologia Vektor de Novossibirsk e registrada em outubro de 2020.

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