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Inteligência militar dos EUA comprou dados de norte-americanos sem ordem judicial, diz documento

© AFP 2021 / STAFF Sede do Pentágono em Washington, EUA
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Segundo um memorando enviado a um senador, a agência militar DIA tem comprado dados de localização de pessoas coletados por aplicativos de smartphones sem mandado judicial.

Analistas de Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) dos EUA, um departamento do Pentágono especializado em inteligência militar, revelaram as informações em um memorando não classificado enviado ao senador democrata Ron Wyden.

Segundo o documento, a DIA pesquisou bases de dados comerciais que continham informações sobre as movimentações de cidadãos americanos no âmbito de cinco investigações distintas que se prolongaram durante os últimos dois anos e meio, avança o The New York Times.

A agência, cuja principal missão é detectar ameaças aos soldados americanos estacionados em todo o mundo, parece estar comprando dados de localização que dizem especificamente respeito a investigações de estrangeiros no exterior.

A agência revelou no memorando que comprava as informações de corretores de dados privados e que os dados não eram analisados com base no fato de o usuário do smartphone viver nos EUA ou no exterior.

© flickr.com / F DelventhalAgência de Inteligência da Defesa dos EUA (DIA)
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Agência de Inteligência da Defesa dos EUA (DIA)

Os corretores de dados são empresas privadas que coletam e vendem informações pessoais, incluindo as localizações dos usuários.

"A permissão para consultar os dados de localização de dispositivos foi concedida cinco vezes nos últimos dois anos e meio para fins autorizados", lê-se no memorando.

Estas empresas pagam aos fabricantes de aplicativos de celulares e sites para obter as informações, a seguir elas podem agrupar os dados e vendê-los a quem estiver disposto a pagar, incluindo o governo.

O memorando afirma que a DIA não está vinculada a uma decisão de 2018 emitida pela Suprema Corte dos EUA que exige que o governo obtenha um mandado judicial antes de obrigar as companhias telefônicas a entregar dados de localização de seus clientes.

"A DIA não interpreta a decisão do [caso] Carpenter de exigir um mandado judicial que endosse a compra ou utilização de dados comercialmente disponíveis para fins de inteligência", lê-se no documento.

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