Médico russo nomeia mutação mais perigosa do coronavírus

CC BY 2.0 / NIAID / Micrografia eletrônica digitalmente colorida de uma célula VERO E6 (azul) bastante infectada com partículas do vírus SARS-COV-2 (laranja)
Micrografia eletrônica digitalmente colorida de uma célula VERO E6 (azul) bastante infectada com partículas do vírus SARS-COV-2 (laranja) - Sputnik Brasil
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Em entrevista ao jornal Vechernyaya Moskva, o farmacologista clínico Andrei Kondrakhin revelou a mutação mais perigosa do SARS-CoV-2.

Esta mutação consiste em desenvolvimento pelo patógeno de resistência à resposta imune do organismo humano.

"É como o HIV [Vírus da Imunodeficiência Humana]. Inesperadamente, o vírus pode se tornar não apenas mais contagioso, mas também mais resistente, desenvolvendo novos mecanismos de proteção contra os anticorpos", revelou o farmacologista.

A variante mais provável é o vírus se tornar tão contagioso que se possa ficar infectado após apenas um contato com outro doente. Neste caso, o vírus se tornará "selvagem" e vai se espalhar livremente na população, sendo praticamente impossível o erradicar, avisou Kondrakhin.

Em meados de dezembro de 2020, o Reino Unido anunciou o surgimento de uma nova cepa do coronavírus. A nova variante, segundo avaliações preliminares, pode ser 70% mais contagiosa do que o vírus comum. O premiê britânico Boris Johnson declarou que a nova cepa é 30% mais letal do que a variante conhecida anteriormente.

Outra cepa, chamada 501.V2, foi encontrada pela primeira vez em outubro passado na África do Sul. Segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês), esta cepa é agora variante dominante do vírus nesse país. Os estudos preliminares demonstraram que esta mutação, tal como a britânica, é mais contagiosa. Porém, ainda não existem dados de que ela afeta a gravidade de doença.

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