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Fiocruz vai entregar 210 milhões de vacinas até o fim de 2021

© Folhapress / Rafael AndradeFuncionário trabalha em laboratório da Biomanguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro (arquivo)
Funcionário trabalha em laboratório da Biomanguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro (arquivo) - Sputnik Brasil
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) planeja entregar ao governo 210,4 milhões de doses de vacina contra a COVID-19 até o fim de 2021. A informação foi confirmada por Maurício Zuma, diretor da Biomanguinhos (unidade técnico-científica da Fiocruz), em entrevista ao Valor Econômico nesta quinta-feira (21).

O planejamento da Fiocruz é produzir 100,4 milhões de vacinas a partir do IFA (sigla para ingrediente farmacêutico ativo) importado da China no primeiro semestre. No segundo semestre, a meta é entregar mais 110 milhões de vacinas a partir do insumo produzido nacionalmente.

Sobre o IFA importado da China, Zuma afirma que o motivo para o atraso nas negociações "não é o que o parece ser", referindo-se à postura diplomática do governo Bolsonaro. Segundo ele, são questões burocráticas, incluindo um novo processo de tramitação no país asiático, que têm adiado a liberação do insumo. A última data para o envio dos insumos seria o próximo sábado, mas a Fiocruz já sabe que este prazo não será cumprido.

"Algumas pessoas veem isso [o atraso] como derrota, nós vemos como vitória. Geralmente leva dez anos para disponibilizar uma vacina, estamos levando dez meses. Isso [o atraso] tecnicamente não é um grande problema, mas estamos fazendo todos os esforços para ter a vacina o mais breve possível, porque a situação exige vacina", disse Zuma ao Valor Econômico.

​Segundo Zuma, técnicos da Biomanguinhos terão uma reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta sexta-feira (22) para discutir a aprovação definitiva da vacina desenvolvida pela Fiocruz para uso no Brasil. No último domingo (17), a Anvisa aprovou o uso emergencial do imunizante da AstraZeneca, que é a vacina produzida na Fiocruz.

A expectativa de Zuma é que a Anvisa dê o sinal verde para a distribuição da vacina em até 30 dias. A Fiocruz já havia sinalizado que o primeiro lote de vacinas será entregue em março. Apesar da previsão de 210 milhões de imunizantes, Zuma faz um alerta em relação ao combate ao novo coronavírus no Brasil.

"Não tem vacina no mundo para todo mundo, vai faltar vacina", diz Maurício Zuma.

Até o momento, a CoronaVac, que teve o uso emergencial aprovado pela Anvisa também no último domingo (17), é a única vacina que está sendo aplicada na população brasileira.

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