Pompeo diz que políticas da China para muçulmanos e outras minorias são 'genocídio'

© AP Photo / Andy WongSecretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, participa de uma coletiva em Pequim, na China
Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, participa de uma coletiva em Pequim, na China - Sputnik Brasil
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Em seu último dia como secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo atacou mais uma vez a China ao afirmar que suas políticas para muçulmanos e minorias étnicas na região de Xinjiang constituem "crimes contra a humanidade" e "genocídio".

A determinação de Pompeo chega faltando apenas 24 horas para o término do mandato de Donald Trump e a posse do presidente eleito Joe Biden. Até o momento, segundo a agência Associated Press, não houve resposta da nova equipe de Biden, embora ele e alguns integrantes de seu time de segurança nacional tenham manifestado apoio a tal designação no passado.

"Após um exame cuidadoso dos fatos disponíveis, eu determinei que, desde pelo menos março de 2017, a República Popular da China, sob a direção e o controle do Partido Comunista Chinês, cometeu crimes contra a humanidade contra os uigures predominantemente muçulmanos e outros membros de grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang'', escreveu Pompeo em um comunicado divulgado nesta terça-feira (19).

​Eu determinei que a República Popular da China está cometendo genocídio e crimes contra a humanidade em Xinjiang, na China, tendo como alvos os muçulmanos uigures e integrantes de outras minorias étnicas e religiosas

A determinação de Pompeo não traz repercussões imediatas, mas tem implicações legais que significam que os EUA deverão levá-la em consideração na hora de formular políticas em relação à China. Os EUA já implementaram algumas ações, tais como a imposição de uma série de sanções contra líderes do Partido Comunista Chinês e empresas estatais que financiam o que os norte-americanos chamam de arquitetura de repressão em Xinjiang. A novidade consiste no fato de que a designação de "genocídio" faz com que novas medidas sejam mais fáceis de impor.

"Após um exame cuidadoso dos fatos disponíveis, eu determinei que a República Popular da China, sob a direção e controle do Partido Comunista Chinês, cometeu genocídio contra os uigures predominantemente muçulmanos e outros grupos étnicos e religiosos minoritários em Xinjiang. Eu acredito que este genocídio está em andamento, e que estamos testemunhando a tentativa sistemática de destruir os uigures pelo partido-Estado chinês", frisou Pompeo na nota.

​Desde o início de 2020, o governo dos Estados Unidos vem aumentando continuamente a pressão sobre Pequim, impondo sanções a diversos funcionários e empresas por suas atividades em Taiwan, Tibete, Hong Kong e no mar do Sul da China. Além disso, as punições se intensificaram a partir do momento em que o presidente Donald Trump e o secretário Mike Pompeo começaram a acusar a China de tentar encobrir a pandemia do novo coronavírus. 

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