EUA impõem sanções a navio russo por Nord Stream 2; Moscou diz que concluirá gasoduto

© AP Photo / Dmitry LovetskyCerimônia de inauguração da construção do gasoduto Nord Stream (foto de arquivo)
Cerimônia de inauguração da construção do gasoduto Nord Stream (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os EUA impuseram sanções ao navio russo Fortuna por construir a rota de exportação de gás Nord Stream 2. A informação foi divulgada pelo Departamento do Tesouro nesta terça-feira (19).

O Departamento do Tesouro informou também que impôs sanções à sociedade de responsabilidade limitada KVT-Rus, proprietária do navio Fortuna.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar as novas sanções dos EUA ao projeto Nord Stream 2, afirmou que Moscou lamenta que a introdução de restrições ilegais esteja crescendo e o projeto esteja enfrentando forte pressão de Washington. De acordo com ele, a Rússia está monitorando de perto a situação para continuar o trabalho consistente de finalização deste projeto.

© Sputnik / Aksel Shmidt / Abrir o banco de imagensNord Stream 2 em construção no mar Báltico (foto de arquivo)
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Nord Stream 2 em construção no mar Báltico (foto de arquivo)

O projeto Nord Stream 2 prevê a construção de duas linhas de um gasoduto com uma capacidade total de 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano desde a costa russa através do Mar Báltico até a Alemanha. O projeto tem a oposição ativa dos EUA, que estão promovendo seu gás natural liquefeito para a UE.

Já a petroleira estatal russa Gazprom declarou que o projeto Nord Stream 2 está sob forte pressão de sanções, mas a empresa pretende concluí-lo.

"No que diz respeito ao Nord Stream 2, como sabem, o projeto está sob forte pressão de sanções, por isso somos bastante limitados nos comentários sobre as formas de sua implementação. Posso confirmar que a Gazprom pretende concluir este projeto, construir o gasoduto e fornecer gás aos consumidores europeus por meio dele", disse um representante da Gazprom em entrevista coletiva.

A empresa suíça Zurich Insurance Group, por sua vez, confirmou à Sputnik a sua retirada do projeto Nord Stream 2, alegando "priorizar o cumprimento das sanções econômicas, incluindo a lei dos EUA".

"Trabalhamos em estreita colaboração com o Departamento de Estado dos EUA para discutir sanções no oleoduto Nord Stream 2 e encerramos toda a nossa cobertura de seguro, que foi objeto de sanções nos termos da Lei de Defesa Nacional de 2021, aprovada em janeiro", afirmou a empresa em comunicado disponibilizado à Sputnik.

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