Rússia diz esperar novas propostas da administração Biden sobre Novo START e diálogo estratégico

© REUTERS / Ministério das Relações Exteriores da Rússia / HandoutSergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, participa de coletiva de imprensa com seu homólogo da Arábia Saudita em Moscou, Rússia, 14 de janeiro de 2021
Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, participa de coletiva de imprensa com seu homólogo da Arábia Saudita em Moscou, Rússia, 14 de janeiro de 2021 - Sputnik Brasil
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Sergei Lavrov, chanceler da Rússia, acredita que a política exterior de Joe Biden, presidente eleito dos EUA, será feita "de forma mais educada", mas continuará tentando conter Moscou e Pequim.

Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, afirmou na segunda-feira (18) em grande coletiva de imprensa sobre os resultados de 2020 que a nova administração de Joe Biden, que toma posse na quarta-feira (20) nos EUA, sabe que Moscou pretende cooperar relativamente a diversas questões.

O diplomata russo disse não crer que a essência da política dos EUA em relação à Rússia vá mudar com a nova administração, mas que esta o pode fazer "de forma mais educada".

A nomeação para o Departamento de Estado de diplomatas da administração Obama (2009-2017) permitirá iniciar negociações de forma mais rápida e possibilitará à Rússia entender a linha dos EUA, embora "eles mesmos não escondam particularmente suas intenções e planos em frequentes entrevistas, artigos e nas recomendações dos think-tanks que se fazem ouvir nos Estados Unidos, incluindo o Conselho Atlântico e outras estruturas", disse Lavrov.

"Está claro que a linha de domínio do Estado americano e do estilo de vida americano, a visão americana do modo de vida de outros países continuarão; a contenção tanto da China quanto da Rússia certamente estará na agenda da política externa, eles já estão pensando - 'como podemos fazer para garantir que a Rússia e a China não se unam ao ponto de se sentirem mais poderosas que a própria América?'", continuou.

Controle de arsenal nuclear

Na opinião do ministro Lavrov, Biden é um especialista em controle de armas, por isso tem esperança que ele esteja interessado em não ter uma administração propagandista. Lavrov chama a situação do controle de armas de "absolutamente anormal".

"Ouvimos falar da intenção da administração de Joe Biden de retomar o diálogo conosco sobre este tópico. Nomeadamente, tentar acordar a prorrogação do Tratado de Redução de Armas Estratégicas até ao termo de sua vigência, em 5 de fevereiro. Vamos esperar por propostas específicas. Nossa posição é bem conhecida, ela se mantém", disse Lavrov.

"Tentaremos chegar a um acordo sobre a prorrogação do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário antes que ele expire em 5 de fevereiro", afirmou Sergei Lavrov.

O tratado Novo START entre a Rússia e os EUA entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011, estipulando que os dois países devem reduzir seu arsenal nuclear para que, em sete anos e depois disso, o número total de mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos de lançamento submarino e lançados de bombardeiros pesados não exceda os 700, e não ultrapasse as 1.550 ogivas e 800 lançadores posicionados e não posicionados.

Hoje, o Novo START é o único tratado de limitação de armas em vigor entre a Rússia e os EUA. Se não for prorrogado, não restarão acordos que limitem os arsenais das duas grandes potências nucleares.

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