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Vacina de Oxford tem eficácia de 70% já na 1ª dose, diz coordenadora de estudos no Brasil

© AP Photo / Siphiwe SibekoVoluntário recebe dose de vacina da AstraZeneca no hospital Chris Hani Baragwanath, em Joanesburgo, África do Sul (arquivo)
Voluntário recebe dose de vacina da AstraZeneca no hospital Chris Hani Baragwanath, em Joanesburgo, África do Sul (arquivo) - Sputnik Brasil
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A eficácia da vacina produzida pela Universidade de Oxford é de 70% já na primeira dose, disse a coordenadora dos ensaios clínicos do imunizante no Brasil, Sue Ann Costa Clemens. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando pedido para liberação do uso emergencial da vacina. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização no Brasil deve começar na semana que vem com a vacina de Oxford, feita em parceria com o laboratório britânico AstraZeneca. 

No Brasil, o imunizante será produzido pela Fiocruz, que também colaborou com a realização dos testes no país. Nesta quinta-feira (14), um voo sairá de Campinas com direção a Mumbai, na Índia, para trazer dois milhões de doses prontas da vacina. 

Em entrevista para o jornal O Globo, Sue Ann recomendou que a aplicação das duas doses seja mais espaçada, o que garantiria maior cobertura em menos tempo. O modelo tem sido usado em outros países que estão vacinando a população com o imunizante de Oxford. 

"A vacina demonstra uma eficácia de 70% com uma dose, e desde o início nós apostamos que essa era uma vacina de uma dose, para depois darmos apenas um reforço. Nos testes no Reino Unido, demos a segunda dose com um intervalo maior, vacinamos com intervalos de até 12 semanas. Lá, mais de oito mil pessoas entraram no grupo que recebeu a segunda aplicação após mais de oito semanas", disse a cientista. 

Com 2ª dose, 80% de eficácia

De acordo com a pesquisadora, estudos mais recentes comprovaram que um intervalo maior entre as doses gera mais segurança. Com a aplicação da segunda, a eficácia atinge mais de 80%. No futuro, Sue Ann espera que o espaço entre as aplicações seja ainda maior. 

Além da vacina de Oxford, a Anvisa já recebeu o pedido para registro do uso emergencial da CoronaVac. A expectativa do órgão é dar uma resposta no domingo (17). A vacina chinesa tem eficácia geral, que abrange de assintomáticos a casos graves, de 50,4%. Para casos graves, o índice é de 100%. Para casos leves, é de 78%. 

A CoronaVac também deve ser aplicada com espaçamento maior entre as doses. Nos estudos, a maior parte dos voluntários recebeu as vacinações entre duas semanas. No entanto, foi comprovado que isso pode ocorrer com quatro semanas de diferença. Um intervalo maior pode ajudar o governo a adquirir mais doses da vacina e conseguir imunizar mais pessoas. 

'O mundo parou por causa disso'

A vacina de Oxford já foi aprovada para uso em sete países: Reino Unido, Índia, México, Marrocos, Argentina, Equador e El Salvador, com mais de um milhão de doses aplicadas. Em relação à segurança do imunizante, Sue Ann disse que não é preciso ter medo de se vacinar pelo fato da vacina ter sido desenvolvida em tempo recorde. 

"A quem tem medo: o melhor é olhar os dados, os fatos. Essa vacina já foi registrada em sete países, e um milhão de doses foram aplicadas no mundo, sem eventos adversos inesperados ou sérios. É uma vacina segura, e que pode ajudar, junto a outras vacinas, a tirar o mundo desse caos. Foi desenvolvida rapidamente, mas com toda qualidade, porque o mundo parou por causa disso, tivemos mais espaço, investimento e oportunidade para trabalhar com mais celeridade do que em outras epidemias", defendeu a cientista. 
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