Rússia expressa preocupação com ações discriminatórias das redes sociais dos EUA

© Foto / Pixabay / PixelkultAs redes sociais estão na mira da CPI da Covid por permitirem que discursos negacionistas sobre a COVID-19 sejam compartilhadas por usuários, incluindo declarações do presidente Jair Bolsonaro
As redes sociais estão na mira da CPI da Covid por permitirem que discursos negacionistas sobre a COVID-19 sejam compartilhadas por usuários, incluindo declarações do presidente Jair Bolsonaro - Sputnik Brasil
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A Rússia expressou sua preocupação com relação às ações discriminatórias das redes sociais norte-americanas contra a mídia russa.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, as redes sociais norte-americanas vêm praticando ações discriminatórias sistêmicas, reprimindo quaisquer informações diferentes das impostas pelo governo dos EUA.

"Partilhamos nossa preocupação com a discriminação das redes sociais mundiais, principalmente norte-americanas, em relação à mídia nacional", citou.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também declarou que o bloqueio de conteúdos da mídia russa pelas plataformas digitais dos EUA representa "uma censura" praticada pelos monopólios das redes sociais de acordo com a política externa do governo norte-americano.

"O governo dos EUA tenta retirar de circulação as fontes de informação que expressam opiniões diferentes dos acontecimentos em torno do mundo, que não coincidem com os pontos de vista da mídia norte-americana, reprimindo a liberdade de expressão e a democracia", ressaltou.

Perante a repressão das redes sociais dos EUA, Moscou afirmou que seguirá agindo e levantando estas questões problemáticas para garantir os princípios democráticos e a liberdade de expressão.

Violações de direitos

Jornalistas russos já sofreram diversas violações de direitos nos Países Bálticos como, por exemplo, em 2019, quando políticos da Lituânia solicitaram o bloqueio de conteúdos da Sputnik Lituânia.

Em maio de 2019, o editor-chefe da Sputnik Lituânia, Marat Kasem, foi detido e expulso do país por cinco anos por ser considerado "uma ameaça à segurança nacional".

No final de 2019, a Sputnik Estônia foi pressionada pelas autoridades do país a encerrar suas operações. Na ocasião, as autoridades também citaram as sanções da União Europeia impostas a Dmitry Kiselev. No entanto, o próprio portal não aparece em nenhuma lista de sanções.

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Em 2020, o Conselho Nacional de Comunicação Social Eletrônica da Letônia proibiu a transmissão de sete canais do grupo RT (Russia Today) baseando-se nas sanções impostas pela União Europeia (UE) contra Dmitry Kiselev, diretor-geral da agência Rossiya Segodnya.

No dia 3 de dezembro de 2020, os funcionários da Sputnik Letônia e da Baltnews, mídias pertencentes ao grupo Rossiya Segodnya, foram alvos de buscas e tiveram seus equipamentos e aparelhos de comunicação confiscados como parte de uma ação na qual são acusados de violar, com seu trabalho, o regime de sanções da União Europeia.

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