Austrália, EUA, Reino Unido e Canadá criticam prisões em massa em Hong Kong

© REUTERS / Tyrone SiuPolícia usando spray de pimenta contra manifestantes durante um protesto contra interferência de Pequim na política local, Hong Kong, China, 6 de novembro de 2016
Polícia usando spray de pimenta contra manifestantes durante um protesto contra interferência de Pequim na política local, Hong Kong, China, 6 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
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Os ministros das Relações Exteriores da Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá emitiram uma declaração conjunta neste domingo (10) expressando "séria preocupação" com a prisão de 55 ativistas em Hong Kong na semana passada.

A declaração foi assinada por Marise Payne, da Austrália; François-Philippe Champagne, do Canadá; Dominic Raab, do Reino Unido; e Mike Pompeo, dos Estados Unidos.

"Está claro que a Lei de Segurança Nacional está sendo usada para eliminar divergências e opiniões políticas opostas", diz a carta assinada pelos quatro chanceleres.

Junto com Mike Pompeo, Marise Payne, e François-Philippe Champagne, o Reino Unido deixa claro que as prisões em massa sob o serviço da Lei de Segurança Nacional têm como objetivo esmagar a dissidência em Hong Kong, não restaurar a ordem. A China deve manter sua palavra e respeitar os direitos e liberdades das pessoas

Em Hong Kong, as 55 prisões configuram a maior ação de combate aos chamados "ativistas opositores" desde a promulgação da Lei de Segurança Nacional que a China impôs ao território há pouco mais de seis meses. Os governos da China e de Hong Kong, por sua vez, alegam que a legislação é necessária para restaurar a ordem em uma cidade que foi abalada em 2019 por meses de protestos.

© AP Photo / Kin CheungManifestante empunha bandeira do Reino Unido e passaporte britânico em centro comercial de Hong Kong, na China, 29 de maio de 2020
Austrália, EUA, Reino Unido e Canadá criticam prisões em massa em Hong Kong - Sputnik Brasil
Manifestante empunha bandeira do Reino Unido e passaporte britânico em centro comercial de Hong Kong, na China, 29 de maio de 2020

"Estamos chocados com os comentários feitos por alguns funcionários de governos estrangeiros que pareciam sugerir que as pessoas com certas convicções políticas deveriam ser imunes a sanções legais", disse o governo de Hong Kong em resposta à declaração dos chanceleres.

A maioria dos presos na semana passada havia participado de um pleito primário não oficial para uma eleição legislativa que foi adiada em função da COVID-19. As autoridades alegam que as primárias eram parte de um complô para assumir o controle do legislativo a fim de paralisar o governo e forçar o líder da cidade a renunciar.

© Sputnik / Miguel Candela / Abrir o banco de imagensPoliciais durante a detenção de manifestantes em Hong Kong
Austrália, EUA, Reino Unido e Canadá criticam prisões em massa em Hong Kong - Sputnik Brasil
Policiais durante a detenção de manifestantes em Hong Kong

Após a detenção, dentre os 55 manifestantes, t​odos, exceto três, foram libertados sob fiança enquanto são investigados. Caso sejam condenados, podem ser desqualificados para concorrer a cargos públicos.

Os quatro chanceleres fizeram um apelo para que a próxima eleição legislativa inclua candidatos que representem uma variedade de opiniões políticas. "Apelamos às autoridades centrais de Hong Kong e da China para que respeitem os direitos e liberdades legalmente garantidos do povo de Hong Kong", dizia a nota conjunta.

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