Chefe da OMS pede que países ricos compartilhem vacinas em excesso

© REUTERS / Christopher Black/WHOO diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reunião sobre a pandemia da COVID-19.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reunião sobre a pandemia da COVID-19. - Sputnik Brasil
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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, criticou nesta sexta-feira (8) a concentração de vacinas contra a COVID-19 nas mãos de países ricos e pediu uma distribuição justa dos imunizantes.

Em coletiva de imprensa, o chefe da OMS disse que o mecanismo de distribuição de vacinas da OMS, COVAX, havia firmado contratos para dois bilhões de doses de vacinas, mas os países em melhor situação estavam drenando o suprimento de vacinas ao fazer acordos bilaterais adicionais. 

"Eu exorto os países que contrataram mais vacinas do que precisam e estão controlando o fornecimento global a também doar e liberá-las para o COVAX imediatamente", disse Tedros Adhanom. "No início, os países ricos compraram a maior parte do suprimento de várias vacinas... Isso aumenta potencialmente o preço para todos e significa que as pessoas de alto risco nos países mais pobres e marginalizados não recebem a vacina", explicou. 

​"Lembrem-se, acabar com a pandemia da COVID-19 é uma das grandes corridas da humanidade, e, gostemos disso ou não, nós vamos vencer ou perder essa corrida juntos."

Ainda de acordo com o diretor-geral, "o nacionalismo da vacina prejudica a todos" e é "contraproducente". Distribuídas de forma equitativa, as vacinas estimulariam uma recuperação econômica global e limitariam as chances de o novo coronavírus sofrer mutações, reduzindo sua transmissão.

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