Doença X: top médico da Rússia comenta 'nova enfermidade' detectada na RD Congo

© AFP 2022 / CARL DE SOUZAFuncionários da organização Médicos Sem Fronteiras tratam a pessoa contaminada com ebola na sua facilidade em Kailahun, Serra Leoa, agosto de 2014
Funcionários da organização Médicos Sem Fronteiras tratam a pessoa contaminada com ebola na sua facilidade em Kailahun, Serra Leoa, agosto de 2014 - Sputnik Brasil
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Após descobridor do vírus ebola afirmar que uma nova doença foi detectada na República Democrática do Congo, cientista russo faz alerta à OMS.

O deputado da Duma de Estado e ex-inspetor-sanitário-chefe da Rússia, Gennady Onischenko, afirmou que a Organização Mundial da Saúde deve levar em consideração o aviso do professor Jean-Jacques Muyembe Tamfum sobre uma possível nova doença.

Falando ao portal de notícias Izvestia, Onischenko afirmou:

"É bom que ele [Tamfum] anunciou isso, mas é necessário anunciar na comunidade profissional. Eu acho que a Organização Mundial da Saúde deve criar um grupo de especialistas e ir lidar com isso [...]. Anualmente surge uma gripe nova, anualmente aparecem outras infecções, ou seja, isso é um processo inevitável da evolução. Isso é um equilíbrio biológico evolucionário, por isso vamos lidar com isso."

Além disso, Onischenko ressaltou a necessidade de ser feito um trabalho investigativo sobre a possível nova doença, chamada até o momento de doença X, para que se evite o pânico em massa.

Doença X

Em dezembro passado, Muyembe Tamfum, que descobriu o vírus ebola em 1976, alertou o mundo sobre o caso de uma nova doença identificada em uma mulher na República Democrática do Congo, segundo reportou a emissora CNN.

A mulher, cuja identidade foi preservada, apresentou sintomas iniciais de uma febre hemorrágica, levantando suspeitas de COVID-19 e ebola.

Contudo, testes médicos negaram a presença de ambas as doenças na paciente, o que levantou a suspeita de uma nova doença.

Além disso, acredita-se que, caso confirmada a nova enfermidade, esta poderia ser tão contagiosa como a COVID-19, mas com uma taxa de fatalidade entre 50% e 90% como do vírus ebola.

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