Biden diz que EUA precisam de coalizão para enfrentar China

© REUTERS / Joshua RobertsJoe Biden, presidente eleito dos EUA, chega a sua sede de transição em Wilmington, Delaware, EUA, 24 de novembro de 2020
Joe Biden, presidente eleito dos EUA, chega a sua sede de transição em Wilmington, Delaware, EUA, 24 de novembro de 2020 - Sputnik Brasil
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O presidente eleito norte-americano, Joe Biden, afirmou anteriormente que não estaria planejando pôr imediatamente um fim à guerra comercial entre EUA e China e remover as tarifas impostas por Trump.

Durante um comunicado na segunda-feira (28), Biden discutiu as relações EUA-China, o plano de alívio da COVID-19, e os problemas de transição apresentados pela administração Trump.

Seguindo os conselhos dos membros de suas equipes de Segurança Nacional e de Política Externa, em relação aos desafios que a nova administração possa ter de enfrentar, Biden sugeriu que Washington precisa formar uma coalização com nações de ideologias semelhantes para poder enfrentar Pequim.

"À medida que competimos com a China para responsabilizar o seu governo por abusos comerciais, tecnológicos, de direitos humanos e outros, nossa posição seria muito mais forte se construirmos coalizões com parceiros e aliados de ideais semelhantes que façam causa comum conosco em defesa de nossos interesses comuns e nossos valores compartilhados", declarou.

Biden explicou que ao fazer tal coalização com outras democracias contra a China, acabaria tendo "duplo efeito" na vantagem econômica americana sobre o gigante asiático. No final, acrescentou que nenhum problema pode ser solucionado com os EUA agindo sozinhos, incluindo as alterações climáticas e a pandemia do coronavírus.

© AFP 2022 / Olivier Douliery O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, e a sua vice-presidente, Kamala Harris, durante a Convenção Nacional Democrata
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O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, e a sua vice-presidente, Kamala Harris, durante a Convenção Nacional Democrata

Com a Casa Branca vindo a ser ocupada nos próximos quatro anos por outro poder, muitos especialistas têm especulado que a nova presidência vai cortar radicalmente a política externa de Trump, o que seria muito importante para Pequim, uma vez que suas relações com Washington apenas se deterioraram sob o governo republicano.

Prioridades no espaço cibernético

O presidente eleito também destacou que os EUA precisam modernizar suas prioridades de defesa para enfrentar os desafios estratégicos da China e da Rússia, inclusive em novos domínios como o espaço cibernético, em vez de continuar investindo demais em sistemas projetados para enfrentar as ameaças do passado.

"Esta é uma área em que republicanos e democratas estão em acordo. Devemos ser capazes de trabalhar em uma base bipartidária para proteger melhor o povo americano contra agentes cibernéticos malignos", disse o democrata.
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