Marinha dos EUA adota 'postura mais assertiva' contra China e Rússia

© AP Photo / Marinha dos EUAGrupo de combate liderado pelo USS Abraham Lincoln
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Novo relatório norte-americano descreveu a China e a Rússia como "rivais determinados", apresentando a China como uma ameaça estratégia "mais premente".

O Pentágono advertiu em seu novo relatório intitulado Vantagem no Mar que forças da Marinha norte-americana se tornariam mais enérgicas nas respostas aos atos de agressão, expansionismo e violações do direito internacional, especialmente os realizados pela China, que foi criticada por suas ambições expansionistas no mar do Sul da China.

O relatório, assinado em conjunto por chefes do Corpo de Fuzileiros Navais, da Marinha e da Guarda Costeira dos EUA, comunicou que a "ordem internacional baseada em regras mais uma vez é atacada", e que o ambiente de segurança vem mudando drasticamente desde 2015.

No mesmo, é declarado que a Rússia e a China são "rivais determinados" dos Estados Unidos e que a China apresenta uma "ameaça estratégica a longo prazo mais urgente".

Adicionalmente, também declara que "a China é a única rival com potencial econômico e militar combinado, apresentando um desafio global a longo prazo".

Pequim está no meio de uma veloz modernização e expansão do seu poder militar, o país tem uma das maiores forças navais no mundo, triplicando seu tamanho nas últimas duas décadas.

Em resposta às ações do país asiático nos mares do Sul da China e da China Oriental, assim como no estreito de Taiwan, os Estados Unidos aumentaram sua atividade naval na região e impuseram sanções contra o gigante asiático.

"Nossas forças navais mobilizadas globalmente interagem com aeronaves e navios de guerra chineses e russos diariamente", segundo relatório.

O documento do Pentágono previu que em caso de conflito, ambos os países, China e Rússia, provavelmente tentariam tomar territórios antes que os EUA e aliados pudessem responder de forma eficaz.

Para manter a vantagem estratégica sobre a Marinha chinesa, os Estados Unidos planejam modernizar suas forças navais com navios menores, mais ágeis e remotamente pilotados.

Quanto à Rússia, o documento declara que deve manter Moscou sob controle para impedir que persiga uma "esfera de influência expandida" e "fragmente a ordem internacional existente".

"Forças navais em posições avançadas aceitarão riscos táticos calculados e adotarão postura mais assertiva em nossas operações diárias", de acordo com relatório do Pentágono.

O relatório acusou a Rússia e a China de empregarem todos os instrumentos de poder para minar o sistema internacional e refazê-lo segundo seus próprios interesses, em particular, realizando gradualmente "uma variedade de atividades malignas" para não desencadear uma resposta militar.

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