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Procuradores holandeses confirmam que conta de Trump no Twitter foi comprometida

© REUTERS / Brendan McDermidFILE PHOTO: The Twitter logo is displayed on a screen on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) in New York City, U.S., September 28, 2016.
FILE PHOTO: The Twitter logo is displayed on a screen on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) in New York City, U.S., September 28, 2016. - Sputnik Brasil
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Tanto o Twitter quanto a Casa Branca negaram que a conta de Donald Trump na rede social foi hackeada no final de outubro por um especialista holandês em segurança cibernética.

Procuradores dos Países Baixos confirmaram em comunicado que a página no Twitter de Donald Trump, presidente dos EUA, foi definitivamente comprometida em outubro, acrescentando que eles não puniriam um hacker, identificado como Victor Gevers, embora tenham aberto uma investigação sobre o caso na época.

"Acreditamos que o hacker realmente entrou na conta de Trump no Twitter, mas cumpriu os critérios que foram desenvolvidos na jurisprudência para sair livre como um hacker ético", disse o Ministério Público holandês na quinta-feira (17).

Eles acrescentaram que, embora hackear seja crime nos Países Baixos, as chamadas "circunstâncias especiais", que também são referidas como "divulgação responsável", podem impedir os procuradores de tomar medidas contra Gevers.

"Tanto o hacker quanto as autoridades americanas foram informados do resultado da investigação", apontaram os procuradores.

No final de outubro, o jornal holandês De Volkskrant relatou que Gevers, que trabalha como especialista em segurança cibernética, hackeou a conta de Trump no Twitter ao adivinhar corretamente a senha do presidente "maga2020!" e depois conseguiu postar tweets em nome do presidente norte-americano. MAGA é um acrônimo referente ao slogan eleitoral de Trump: Make America Great Again, ou Tornar América Grande de Novo.

Gevers disse ao jornal De Volkskrant em 22 de outubro que esperava ser bloqueado pelo Twitter após quatro tentativas fracassadas, ou "pelo menos seria solicitado a fornecer informações adicionais".

O homem de 44 anos, chamado de "hacker ético", acrescentou que ele tentou colocar as autoridades americanas em alerta sobre o caso, e que finalmente foi contatado pelos funcionários dos Serviços Secretos dos EUA, que lhe agradeceram por notificá-los sobre a quebra de segurança.

"Então, ele tenta avisar os outros, a equipe de campanha de Trump, sua família. Ele envia mensagens via Twitter perguntando se alguém vai chamar a atenção de Trump para o fato de que sua conta no Twitter não é segura. Ele etiqueta a CIA [Agência de Inteligência dos EUA], a Casa Branca, o FBI [Departamento Federal de Investigação], o próprio Twitter. Nenhuma resposta", relatou De Volkskrant.

O Twitter e a Casa Branca, no entanto, negaram a reportagem do jornal, com um comunicado do gigante das redes sociais, afirmando que não tinham visto "nenhuma evidência que corroborasse esta afirmação, inclusive do artigo publicado nos Países Baixos [...]".

"Nós implementamos proativamente medidas de segurança de contas para um grupo designado de contas de alto perfil, relacionadas a eleições no Twitter nos Estados Unidos, incluindo os ramos federais do governo", ressaltou a declaração.

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