Rússia espera vacinar milhões de pessoas contra a COVID-19 em 2021

© Sputnik / Abrir o banco de imagensVacinação de voluntários com vacina russa Sputnik V na Bielorrússia
Vacinação de voluntários com vacina russa Sputnik V na Bielorrússia - Sputnik Brasil
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A Rússia acredita que será possível vacinar dezenas de milhões de pessoas contra o coronavírus em seu território em 2021, declarou à Sputnik o ministro da Saúde do país, Mikhail Murashko.

"Estimamos que a quantidade de vacinados, incluídas pessoas da terceira idade, chegará a dezenas de milhões", respondeu nesta sexta-feira (27) o ministro à pergunta sobre o número de cidadãos russos que o país planeja imunizar contra a COVID-19 em 2021.

Murashko comentou que a vacinação já começou e que o volume de produção do imunizante está aumentando.

"A vacinação maciça começará em janeiro ou fevereiro, enquanto as pessoas dos grupos de risco serão vacinadas em dezembro", disse o ministro.

Murashko lembrou que os grupos de risco incluem médicos, professores, trabalhadores de serviços essenciais, pacientes com diabetes, obesidade e hipertensão, e idosos. Além disso, o ministro reiterou que a vacinação será voluntária como qualquer caso de atendimento médico.

Murashko também confirmou que foram detectados casos de reinfecção pelo coronavírus na Rússia e que as informações correspondentes foram divulgadas.

O ministro manifestou sua esperança de que a Rússia consiga acabar com a epidemia em 2021 e garantiu que o país fará o possível para isso.

Vacinas contra COVID-19 desenvolvidas na Rússia

A Rússia registrou oficialmente em 11 de agosto sua primeira vacina, a Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya em cooperação com o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

Os dados da fase III de seus testes clínicos mostram uma eficácia de mais de 95% contra a COVID-19.

O fármaco, que se baseia no adenovírus humano tipo 26 e no adenovírus humano recombinante de tipo 5, atualmente está sendo testado com mais de 40 mil voluntários em Rússia, Bielorrússia, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Índia e Venezuela.

No dia 13 de outubro, uma segunda vacina anti-COVID-19 foi registrada na Rússia, a EpiVacCorona, desenvolvida pelo Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor. Além disso, estão em curso os testes clínicos de outra vacina contra o vírus, elaborada pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento de Medicamentos Imunobiológicos M.P. Chumakov da Academia de Ciências da Rússia.

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