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Mais 4 estudantes entre 13 e 14 anos são acusados no caso de decapitação de professor francês

© AFP 2021 / Patrick KovarikBandeira da França (imagem referencial)
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Estudantes dividiram o valor de € 300 (o correspondente a R$ 1.900), oferecidos pelo autor do crime como recompensa pela ajuda para localizar a vítima.

Mais quatro estudantes foram acusados ​​de envolvimento na morte por decapitação do professor francês Samuel Paty, de 47 anos, no dia 16 de outubro. Os quatro novos suspeitos foram detidos e colocados sob custódia policial na segunda (23) e na terça-feira (24) desta semana.

Três deles têm entre 13 e 14 anos. Eles foram acusados ​​de indicar quem era Paty ao agressor, Abdullakh Anzorov, um adolescente de 18 anos que nasceu em Moscou e tinha origem chechena. Anzorov foi morto pela polícia após o crime.

A quarta aluna indiciada, acusada de "denúncia caluniosa", é filha de Brahim Chnina, que lançou uma campanha on-line contra o professor. A campanha denunciava Paty pelo uso de caricaturas sobre o profeta islâmico Maomé durante aulas sobre liberdade de expressão.

Uma investigação policial sobre o caso revelou que os quatro adolescentes faziam parte de um grupo que dividiu € 300 (o correspondente a R$ 1.900), oferecidos como recompensa por Anzorov para que os alunos ajudassem a localizar o professor.

​Assassinato de Samuel Paty: quatro outros alunos indiciados, incluindo três por "cumplicidade" (fonte judicial) #AFP

No dia 6 de novembro, a polícia já havia identificado três pessoas suspeitas de envolvimento no crime. Outras sete pessoas foram acusadas de conexão criminosa com o ataque, por terem participado da campanha on-line criada por Chnina. Já são, portanto, 14 os envolvidos na morte de Samy – segundo a agência AFP, seis dos acusados são adolescentes, já que dois alunos, de 14 e 15 anos, haviam sido indiciados anteriormente.

Nos últimos dois meses, a França foi abalada por quatro ataques com tiros e facadas, com três deles sendo identificados como atos de terrorismo islâmico pelo governo francês. Após os ataques, o presidente francês Macron prometeu combater a violência de motivação religiosa no país e defender os valores seculares da União Europeia.

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