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Prefeitura de São Paulo interrompe planos de abertura das escolas por causa dos números da COVID-19

© REUTERS / Amanda PerobelliEstudante comparece às aulas presenciais em escola estadual em São Paulo, 3 de novembro de 2020
Estudante comparece às aulas presenciais em escola estadual em São Paulo, 3 de novembro de 2020  - Sputnik Brasil
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Decisão de Bruno Covas está relacionada com dados recentes da pandemia e secretário da Educação diz que governo municipal trabalha com "segurança e tranquilidade".

As escolas públicas e particulares da cidade de São Paulo não terão autorização para funcionamento presencial, informou o jornal O Estado de São Paulo. A decisão de paralisar os planos de abertura delas foi anunciada pelo prefeito Bruno Covas nesta quinta-feira (19).

Para Covas, que tenta a reeleição pelo PSDB, há uma "estabilidade em relação ao número de casos e óbitos" na cidade, mas há um aumento nas taxas de ocupação de leitos de UTI para a COVID-19. Atualmente, 45% dos cerca de 900 desses eitos na rede estão ocupados.

"Não vamos avançar, mas os números não mostram nenhuma necessidade também de retroceder", disse o prefeito.

A interrupção nos planos de abertura na educação está relacionada à pausa na melhora dos dados da pandemia na cidade. Segundo levantamento feito pelo jornal em escolas particulares de elite da capital, a maioria teve no máximo dois casos da COVID-19 entre os alunos ou entre os professores desde que foram reabertas há pouco mais de um mês.

Mas nesta semana um surto na escola norte-americana Graded assustou pais e diretores. Seis alunos testaram positivo e 17 professores estavam com sintomas depois de centenas de adolescentes participarem de festas em bairros nobres da cidade.

Na entrevista coletiva, Bruno Caetano, secretário de Educação, disse que a prefeitura trabalha com "segurança e tranquilidade", mas ele foi um dos a criticar o comportamento dos jovens de classe alta.

"Fora do ambiente de sala de aula, eles precisam continuar se resguardando, não frequentando festas, baladas. Só assim, vamos conseguir manter as escolas abertas", disse Caetano.

Edson Aparecido, secretário da Saúde, reforçou o pedido.

"Fazemos um apelo para esse segmento da sociedade que passou a circular em baladas e restaurantes", acrescentou.

Conforme decidido no dia 3 de novembro, as escolas vão continuar com aulas presenciais para o ensino médio. Para educação infantil e fundamental, segue a exigência de oferecer atividades extracurriculares. E foi mantida a taxa de 20% dos alunos por dia nas escolas.

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