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Huawei vende sua marca de smartphones Honor para 'assegurar a sobrevivência'

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Huawei anuncia venda total de sua marca de smartphones de baixo custo, a Honor, e informa que em breve um consórcio de revendedores vai administrar a marca completamente separada da companhia.

Constatando que seus negócios têm estado ultimamente sob "pressão tremenda", Huawei fez uma declaração na terça-feira (17) informando que a empresa venderá todos os ativos de negócio ligados à Honor para uma empresa recentemente criada, a Shenzhen Zhixin New Information Technology Co., fundada por mais de 30 "agentes e revendedores" da marca de baixo custo.

"Assim que a venda for efetivada, a Huawei não deterá nenhuma ação ou se envolverá na gestão de seus negócios, ou atividades de tomadas de decisão da nova companhia Honor", anunciou a empresa, adicionando que a cadeia de indústria da Honor liderou a mudança para "assegurar sua sobrevivência".

Como a companhia não nomeou o preço total do negócio, o recente relatório de Reuters sugeriu que a Honor teria sido vendida por US$ 15 bilhões de dólares (R$ 81.558 bilhões), citado por fonte anônima com acesso aos detalhes da venda.

Explicando recentes problemas, a Huawei apontou para assuntos atuais da cadeia de suprimentos, dizendo que existe "constante indisponibilidade de elementos técnicos necessários para o nosso negócio de celulares".

Em própria declaração, o consórcio empresarial estabelecido para vender a marca anunciou que a decisão é "investimento conduzido para o mercado e feito para salvar a cadeia de indústria da Honor", afirmando que a mudança não afetará "direção do desenvolvimento" da companhia nem a estabilidade da equipe executiva.

Sendo um dos principais produtores de smartphones, a Huawei foi criticada várias vezes pelos oficiais norte-americanos sob administração do presidente Donald Trump, que insiste em dizer que a companhia é uma ameaça à privacidade americana e à segurança nacional.

Embora a companhia tenha negado tais acusações, vendo-as como um mero pretexto para excluir a concorrente chinesa do mercado norte-americano, ainda assim os EUA a adicionaram às "entidades listadas" no ano passado, forçando os fornecedores americanos a obter uma autorização especial para negociar com a Huawei e seus afiliados. A ordem executiva de maio de 2019, assinada no mesmo dia como a designação das "entidades", também autorizou o governo a bloquear as compras dos EUA de tecnologia desenvolvida pelos "adversários estrangeiros", entendido por muitos como destinado a Huawei e a ZTE Corporation, baseada em Shenzhen, na China.

Nem a Huawei nem o novo consórcio mencionaram a política norte-americana ao anunciar a venda da Honor, somente se referiram aos assuntos de cadeia de suprimentos em geral. No entanto, grandes fornecedores de chips para Huawei foram forçados a travar as ordens da companhia devido às restrições dos EUA.

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