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Natal no Canadá vai depender do comportamento dos cidadãos diante de novo surto da COVID-19

© AFP 2021 / NICHOLAS KAMMCanadian Liberal Party leader Justin Trudeau speaks at a press conference in Ottawa on October 20, 2015 after winning the general elections
Canadian Liberal Party leader Justin Trudeau speaks at a press conference in Ottawa on October 20, 2015 after winning the general elections - Sputnik Brasil
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Primeiro-ministro Justin Trudeau avisou que canadenses vão ter que reduzir seus contatos e fez alerta sobre a capacidade do sistema de saúde pública do país.

O Dia de Ação de Graças foi há pouco mais de um mês, mas o Canadá tem sentido na pele as consequências do evento à medida que os casos da COVID-19 atingiram níveis recordes. Agora, os líderes canadenses dizem que as celebrações de Natal estão em perigo, informou a rede de TV a cabo CNN.

O festejo caiu este ano em 12 de outubro e as reuniões familiares provocaram um surto generalizado de casos de coronavírus, além de hospitalizações e mortes. As autoridades de saúde advertiram que o sistema público não pode lidar no Natal com uma repetição de casos como os registrados agora.

"Reduzir seus contatos, reduzir suas reuniões vai ser o mais importante. E o que faremos nos próximos dias e semanas vai determinar o que teremos que fazer no Natal", defendeu o primeiro-ministro Justin Trudeau em uma coletiva de imprensa na sexta-feira (13).

A socialização tem sido uma fonte principal da propagação em quase todas as partes do Canadá, disse a dra. Theresa Tam, diretora de saúde pública do país.

"Um importante motor desta crescente atividade da doença continua a ser as reuniões e atividades sociais informais dentro e fora de nossas casas", disse Tam. "Nestes ambientes mais relaxados, como encontros familiares, festas de aniversário, celebrações de feriados e atividades recreativas, é natural que se relaxe. Mas isto pode significar que é fácil esquecer e baixar a guarda sobre as precauções necessárias", completou.

Tam advertiu que novos casos diários poderiam mais que dobrar em apenas algumas semanas se os canadenses não levassem a sério as precauções sanitárias.

"Você continuará a ver crescimento nos casos, você verá mais casos de UTI, mais mortes em lares de idosos. Mesmo com novas restrições, se elas fossem implementadas hoje, você ainda veria crescimento na mortalidade, pois leva algum tempo para filtrar através do sistema", disse Adalsteinn Brown, reitor da Escola de Saúde Pública Dalla Lana da Universidade de Toronto em uma coletiva de imprensa na segunda-feira passada (9).

A saúde é de responsabilidade das províncias e várias delas, incluindo Ontário e Alberta, estão relutantes em implementar medidas mais rígidas, temendo prejuízos para a economia. Entretanto, centenas de médicos de todo o Canadá advertiram que somente medidas mais rigorosas e fechamentos direcionados protegerão os hospitais do país de uma catástrofe.

"Não acredito que haja uma maneira de que os casos mudem sem ação", acrescentou Brown.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Canadá tem 10.685 mortos e 277.061 casos de COVID-19.

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