Movimento palestino Fatah é acusado de publicar clipe incitando ódio e violência contra judeus

© REUTERS / Mussa QawasmaPalestinos tentam remover parte da cerca israelense durante um protesto na Cisjordânia, em 30 de março
Palestinos tentam remover parte da cerca israelense durante um protesto na Cisjordânia, em 30 de março - Sputnik Brasil
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A página no Facebook do movimento Fatah foi eliminada no ano passado "como uma medida de precaução", após inúmeras reclamações da organização palestina Media Watch, que criticou o conteúdo do grupo.

O movimento Fatah, também conhecido como Movimento de Libertação Nacional da Palestina, é ligado à Autoridade Palestina, presidida por Mahmoud Abbas, e postou recentemente um videoclipe em sua página do Facebook, que foi restaurada. O vídeo apresenta um trecho de uma música pedindo aos Estados árabes que se "unam" e se preparem para o "cemitério dos judeus", de acordo com uma tradução por um instituto de pesquisa israelense sem fins lucrativos, com base Israel, Palestinian Media Watch (PMW, na sigla em inglês).

A postagem do vídeo do Fatah foi acompanhada de uma legenda informando que a cidade de Ramallah, na Cisjordânia, a apenas dez quilômetros de Jerusalém, foi "invadida" em 13 de outubro. A canção usada no clipe clama para que Jerusalém seja "libertada dos judeus", segundo escrutinador.

"Quando o arabismo se torna herético e se torna sionista e americano; Iremos a [Jerusalém] com os cavaleiros de Alá; Alegrar! [Você] será libertado dos judeus; Nós iremos resgatá-lo; As fronteiras [entre os árabes] serão derrubadas; E seremos unidos; Este é o cemitério dos judeus", sugere a letra do clipe publicado em 13 de outubro, traduzido pelo PMW.
© AFP 2022 / Jack GuezBandeiras dos EUA, Emirados Árabes Unidos, Israel e Bahrein
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Bandeiras dos EUA, Emirados Árabes Unidos, Israel e Bahrein

O PMW acredita que o trecho "o arabismo se tornando herético, sionista e americano", se refere à recente assinatura de acordos de paz entre Israel e duas nações árabes, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. Os acordos de normalização, chamados de Acordos de Abraham, foram duramente criticados pela Autoridade Palestina e seu presidente Mahmoud Abbas, acusando-os de "traição" à causa palestina.

De acordo com o PMW, a canção completa foi publicada pela primeira vez em dezembro de 2017, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como a capital israelense, transferindo a embaixada americana para o local.

Não é a primeira vez que o Fatah é criticado pela PMW por suas explosões nas redes sociais. Nos últimos anos, o PMW tem acusado a página do grupo palestino de "incitar e glorificar o ódio e a violência" com algumas de suas postagens.

A conta do Fatah já foi eliminada e restaurada outras vezes, porém, o PMW ainda insiste que o movimento "continua fazendo mau uso do Facebook para promover o antissemitismo e a matança de judeus".

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