Sputnik é citada em dramatização da HBO sobre livro de ex-diretor do FBI

© AP Photo / J. Scott ApplewhiteArquivo - Nesta foto de arquivo de 8 de junho de 2017, o ex-diretor do FBI James Comey testemunha perante o Comitê de Inteligência do Senado, no Capitólio, em Washington.
Arquivo - Nesta foto de arquivo de 8 de junho de 2017, o ex-diretor do FBI James Comey testemunha perante o Comitê de Inteligência do Senado, no Capitólio, em Washington. - Sputnik Brasil
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A Sputnik foi mencionada em uma minissérie da HBO que retratou as alegações já desmentidas sobre a suposta interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

A agência foi mencionada em uma cena de dramatização da HBO sobre o livro de memórias do ex-diretor do FBI, James Comey, "Lealdade a Toda a Prova" ("A Higher Loyalty" em inglês), lançado em 2018, um ano após a demissão de Comey.

A cena retratada mostra diretor do FBI, interpretado pelo ator Jeff Daniels, ao lado de outros agentes, repetindo as acusações de conluio entre Moscou e associados do presidente Donald Trump, apontando suposto vazamento pela Sputnik de informações da campanha de sua então adversária, a candidata democrata Hillary Clinton.

"Estamos começando a ver propaganda sobre a secretária Clinton da Rádio Sputnik e do Russia Today aparecendo literalmente nos discursos de Trump", disse um dos agentes durante a cena.

A informação referida estava no site da Sputnik International, e não na rádio. Já o Russia Today mudou seu nome para RT em 2009, sete anos antes do momento retratado pela cena.

A HBO não contatou os escritórios da Sputnik em Washington, Edimburgo ou Moscou antes de citar a agência no roteiro. A emissora também não verificou as informações veiculadas, sendo muitas delas infundadas e já desmentidas.

© REUTERS / Rick Wilking Candidatos à presidência dos EUA, Hillary Clinton e Donald Trump, durante um debate eleitoral
Sputnik é citada em dramatização da HBO sobre livro de ex-diretor do FBI - Sputnik Brasil
Candidatos à presidência dos EUA, Hillary Clinton e Donald Trump, durante um debate eleitoral

A história retratada teve início quando, à época, o ex-editor da Sputnik, Bill Moran, cometeu um erro e citou em um artigo um tweet com uma captura de tela com supostas informações do Wikileaks com os e-mails do coordenador da campanha de Clinton, John Podesta. Ao perceber que a informação não era verdadeira, Moran apagou a publicação. A imagem continha um trecho de um texto do colunista do site Newsweek, Kurt Eichenwald, sobre um ataque à embaixada dos EUA em Benghazi, na Líbia, com um comentário de um confidente de Clinton, Sidney Blumenthal.

Após Trump citar o tweet em um comício na Pensilvânia no mesmo dia, Eichenwald conectou as informações apontando uma suposta conspiração entre "os russos" e Trump para difamar Clinton, Blumenthal e ele mesmo.

A narrativa de Eichenwald foi mais tarde desmentida pelo jornal Washington Post. A Newsweek também se retratou sobre a publicação e deletou o artigo após ameaça de ação legal do Wikileaks e da Sputnik. Eichenwald, que foi aparentemente demitido, chegou a acusar Julian Assange, líder do Wikileaks, de ser um agente russo.

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