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Força Aérea dos EUA confirma voo de seu avião espião sobre Taiwan (FOTOS)

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A Força Aérea dos EUA confirmou que, no início desta semana, um avião espião RC-135W sobrevoou "anormalmente" o extremo norte da ilha de Taiwan no âmbito de uma missão operacional de inteligência, vigilância e reconhecimento.

Além disso, Washington acabou de aprovar três vendas potenciais de armas ao governo de Taiwan que totalizam US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 10 bilhões).

"Eu posso confirmar que um RC 135W Rivet Joint sobrevoou a região norte de Taiwan ontem [20] no âmbito de uma missão rotineira", afirmou em comunicado ao portal The War Zone um oficial das Forças Aéreas do Pacífico (PACAF, na sigla em inglês), o principal comando da Força Aérea dos Estados Unidos para operações na região do Pacífico.

"Por razões de segurança operacional, não podemos discutir as especificidades da missão", acrescentou.

​Força Aérea dos EUA confirma que avião RC 135W Rivet Joint voou mesmo sobre a região norte de Taiwan no âmbito de uma missão rotineira.

Usando software de rastreamento de voos on-line, sites de rastreamento de aviões foram os primeiros a notificar a missão do avião espião norte-americano no dia 20.

Os dados de rastreamento disponíveis são limitados, contudo sugerem que, em determinado momento, a aeronave sobrevoou diretamente a capital da ilha, Taipé.

Os dados dos sites de rastreamento revelaram também que a aeronave era um RC-135W com o número de série 62-4134.

Em 19 de outubro, este mesmo avião e um aparelho de inteligência, vigilância e reconhecimento EP-3E Aries II da Marinha dos EUA foram detectados voando em uma missão no canal de Bashi localizado no sul de Taiwan e que liga o mar das Filipinas ao mar do Sul da China.

RC-135W da Força Aérea e EP-3E da Marinha dos EUA, no dia 19 de outubro, se aproximaram a uma distância de 50 milhas náuticas (92,6 quilômetros) da costa leste da China.

Nos últimos meses, Washington tem enviado cada vez mais altos funcionários norte-americanos para se reunirem com a liderança de Taiwan em meio a tensões com China. Pequim considera Taiwan parte do território chinês sob a chamada política da "Uma Só China".

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