Trump tem conta bancária chinesa, segundo The New York Times

© REUTERS / Erin ScottDonald Trump, presidente dos EUA, posando na Casa Branca
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O jornal The New York Times revelou que o presidente dos Estados Unidos possui três contas bancárias no exterior – no Reino Unido, na Irlanda e na China.

Porém, os registros fiscais não incluem detalhes de quanto dinheiro pode ter passado por estas contas, embora a Receita Federal norte-americana exija que os contribuintes relatem a parte de sua receita proveniente de outros países. O jornal The New York Times apenas conseguiu descobrir que a conta na China, controlada pela Trump International Hotel Management LLC, pagou em impostos um total de US$ 188.000 (R$ 1 milhão) entre 2013 a 2015.

Conforme explica o advogado da Trump Organization, Alan Garten, a empresa abriu conta em um banco chinês para a comodidade de fazer negócios. Antes mesmo de sua campanha presidencial, Trump planejava abrir hotéis na China, porém o projeto não obteve sucesso. "Desde 2015, nenhuma transação foi concluída, nenhuma transação foi realizada, o escritório não está funcionando. Embora a conta bancária não esteja fechada, ela não está sendo utilizada", acrescentou o advogado, sem identificar o banco chinês onde a conta de Trump permanece aberta.

No entanto, a mesma organização possui várias outras empresas registradas na China. Por exemplo, a THC China Development gerou mais de US$ 17 milhões (aproximadamente R$ 95 milhões) em 2017.
© AP Photo / Patrick SemanskyFotos mostram Donald Trump e Joe Biden participando do primeiro debate presidencial.
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Fotos mostram Donald Trump e Joe Biden participando do primeiro debate presidencial.

Esta revelação demonstra ser um pouco irônica, uma vez que Trump vem criticando o seu rival democrata, Joseph Biden, por ter uma atitude passiva com China, bem como acusar o filho do último de dirigir negócios no país. Tudo isto, enquanto Trump pelo visto mantinha a sua conta e impostos chineses escondidos, até agora.

Vale notar também que até o ano passado, o maior banco estatal da China alugava três andares na Trump Tower, um aluguel lucrativo que, naturalmente, gerava conflitos de interesses e incentivava acusações contra o presidente americano.

Conclui-se, sem surpresas, que na corrida para a Casa Branca pode valer tudo, e só o tempo dirá que outros esqueletos ainda estão escondidos nos armários dos dois candidatos à presidência da maior potência ocidental.

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