Pompeo elogia 'sucesso' da diplomacia com Coreia do Norte mesmo com armas exibidas por Pyongyang

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O alto responsável dos EUA afirmou que a China "realizou mais testes de mísseis no ano passado do que o resto do mundo todo junto", e que houve "redução de risco" por Washington em relação à Coreia do Norte.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, acredita que o mundo deveria estar mais preocupado com os testes de mísseis da China do que com os da Coreia do Norte, apesar das imagens recentes mostrando o novo míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) de Pyongyang.

"Quão preocupado você está com este ICBM? Quanto você acha que os americanos devem se sentir ameaçados por ele? E você ainda está confiante de que a diplomacia lançada por você e pelo presidente Trump com a Coreia do Norte foi bem-sucedida na redução da ameaça?", perguntou um repórter após um discurso na quarta-feira (14) do secretário norte-americano.

"Sim", respondeu Pompeo apenas à última pergunta.

© AP Photo / KRT via APImagem feita a partir de um vídeo transmitido pela Televisão Central Coreana (KCTV, na sigla em inglês) mostra desfile militar com um possível novo míssil balístico intercontinental (ICBM, também na sigla em inglês), na Praça Kim Il-sung, em Pyongyang, 10 de outubro de 2020
Pompeo elogia 'sucesso' da diplomacia com Coreia do Norte mesmo com armas exibidas por Pyongyang - Sputnik Brasil
Imagem feita a partir de um vídeo transmitido pela Televisão Central Coreana (KCTV, na sigla em inglês) mostra desfile militar com um possível novo míssil balístico intercontinental (ICBM, também na sigla em inglês), na Praça Kim Il-sung, em Pyongyang, 10 de outubro de 2020

"Sim, mas qual é sua preocupação com os mísseis [...]", indagou o repórter, que foi interrompido por risos do secretário de Estado.

"É importante saber que quando uma nação constrói seu programa de mísseis, a coisa mais importante que eles fazem para ter certeza de que ele está realmente funcional é testar esses mísseis", observou Pompeo, enfatizando que Pequim "realizou mais testes de mísseis no ano passado do que o resto do mundo todo junto".

"Os norte-coreanos, no entanto, no ano passado, não testaram nenhum míssil balístico intercontinental. O mesmo ocorreu também no ano anterior", lembrou.

O membro da administração Trump declarou ainda que, embora Pyongyang não tenha realizado desnuclearização completa, como Washington insistiu durante as negociações, as ações da administração Trump "certamente levaram a uma redução do risco aos Estados Unidos de onde estaríamos se tivéssemos continuado no caminho que a administração anterior havia iniciado".

Importância dos mísseis

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, apesar de tudo, parece levar o programa de mísseis balísticos de Pyongyang mais a sério.

"Concordamos que os programas nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte continuam sendo uma séria ameaça a segurança e estabilidade da região e do mundo", declarou Esper na quarta-feira (14), antes de uma reunião com o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Suh Wook, segundo a agência Reuters.

No sábado (10), Pyongyang estreou seu novo ICBM durante um desfile militar em comemoração ao 75º aniversário da fundação da Coreia do Norte.

"Continuaremos construindo nosso poder de defesa nacional e dissuasão de guerra autodefensiva", prometeu o líder norte-coreano, Kim Jong-un, na ocasião, jurando não usar o poder militar da nação antecipadamente, relatou a Reuters.

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