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Governo federal mostra cronograma de vacinação sem CoronaVac e incomoda estados, diz jornal

© Folhapress / Caio RochaMinistro interino da Saúde, Eduardo Pazuello em lançamento das Ações em Saúde em Defesa da Vida na Universidade Unichristus, Fortaleza, Brasil, 11 de setembro de 2020
Ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello em lançamento das Ações em Saúde em Defesa da Vida na Universidade Unichristus, Fortaleza, Brasil, 11 de setembro de 2020 - Sputnik Brasil
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Nesta quarta-feira (14), o Ministério da Saúde apresentou um cronograma para a vacinação contra a COVID-19 no Brasil contando apenas com a vacina de Oxford, que está em fase final de testes e será produzida no Brasil pela Fiocruz, caso aprovada.

Conforme publicou o jornal Folha de São Paulo, os secretários estaduais consideram que o governo federal ignorou a CoronaVac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, que realiza testes de fase três do imunizante no Brasil. Os testes têm previsão de conclusão ainda em outubro.

O governador de São Paulo, João Doria, prometeu anteriormente que as primeiras doses da vacina já começariam a ser aplicadas em dezembro deste ano. Ao jornal Folha de São Paulo, o secretário de Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, afirmou que "as vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde".

© AP Photo / Eraldo PeresMédico do Hospital Universitário de Brasília mostra a vacina chinesa da Sinovac, voltada ao novo coronavírus
Governo federal mostra cronograma de vacinação sem CoronaVac e incomoda estados, diz jornal - Sputnik Brasil
Médico do Hospital Universitário de Brasília mostra a vacina chinesa da Sinovac, voltada ao novo coronavírus

Ainda conforme a publicação, Gorinchteyn disse que todos os presentes na reunião de anúncio do cronograma pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, entenderam a situação da mesma forma. Conforme o jornal, os secretários não veem sentido em apresentar um cronograma sem a vacina da Sinovac.

Na segunda-feira (12), Gorinchteyn declarou que caso o Ministério da Saúde não feche acordo para distribuição da vacina, São Paulo o fará com logística própria e que outros estados demonstraram interesse na distribuição do imunizante.

Na apresentação aos secretários, o governo federal previu 100 milhões de doses da vacina de Oxford no primeiro semestre e entre 100 e 165 milhões de doses no segundo. A parceria pela vacina britânica, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, foi anunciada em junho pelo Ministério da Saúde envolvendo o pagamento de US$ 127 milhões (cerca de R$ 710 milhões).

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