Astrônomos resolvem quebra-cabeça envolvendo galáxia composta supostamente por 99% de matéria escura

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Alguns anos atrás, cientistas descobriram uma galáxia extremamente intrigante que parecia conter dez mil vezes mais matéria escura do que matéria visível. Nova pesquisa mostra que não é bem assim.

Nos últimos anos o interesse dos cientistas por matéria escura tem crescido bastante. Os astrônomos mediram quanta matéria escura existe ao redor das galáxias e descobriram que ela varia entre dez e 300 vezes a quantidade de matéria visível.

No entanto, em 2016, a descoberta de um objeto muito difuso, a galáxia superescura Dragonfly 44 mudou essa visão. Dados da altura apontavam que essa galáxia tinha dez mil vezes mais matéria escura do que estrelas, gases e pó.

"Nesta galáxia, as estrelas estão se movendo muito rapidamente e este movimento revela que a massa das estrelas é muitas vezes menor do que a massa de galáxia", disse, na altura, Pieter van Dokkum, pesquisador da Universidade Yale, EUA, em comunicado.

© Foto / J. Wang / Dr. Sownak Bose / Centro de Astrofísica Harvard-Smithsoniano / Universidade de HarvardSimulação mostra halos de matéria escura em todas as escalas
Astrônomos resolvem quebra-cabeça envolvendo galáxia composta supostamente por 99% de matéria escura - Sputnik Brasil
Simulação mostra halos de matéria escura em todas as escalas

Nada de extraordinário

Agora, cientistas descobriram que o valor de matéria escura na Dragonfly 44 pode ter sido superestimado. O novo estudo reduz a proporção de matéria escura para 300 vezes a quantidade de matéria visível, valor que está dentro do esperado e que mostra que esta galáxia não é única nem anômala. Os resultados da pesquisa foram publicados semana passada na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

"Sabemos agora que os resultados anteriores estavam errados e que o DF44 [Dragonfly 44] não é extraordinário. É hora de seguir em frente", afirmou em comunicado o autor principal do estudo, Teymoor Saifollahi.

"Nosso trabalho mostra que esta galáxia não é tão singular nem inesperada. Dessa forma, os modelos de formação de galáxias podem explicá-la sem a necessidade de modificação", comenta Michael A. Beasley, coautor do artigo.

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