Cerca de 500 pessoas são presas na Indonésia em novo protesto contra lei trabalhista

© AP Photo / Achmad IbrahimEm Jacarta, manifestantes jogam bicicletas em uma estação de metrô em chamas durante protesto na capital da Indonésia, em 8 de outubro de 2020
Em Jacarta, manifestantes jogam bicicletas em uma estação de metrô em chamas durante protesto na capital da Indonésia, em 8 de outubro de 2020 - Sputnik Brasil
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A polícia indonésia prendeu cerca de 500 manifestantes que protestavam contra uma nova lei sobre criação de empregos no país, informou o jornal Jakarta Post nesta terça-feira (13).

Em 5 de outubro, o parlamento indonésio aprovou a chamada lei geral sobre mudanças em até 70 legislações nos setores de trabalho, negócios e meio ambiente. Com a polêmica lei, o governo alega o objetivo de impulsionar a economia do país em meio à pandemia da COVID-19. A insatisfação popular gerou protestos em toda a Indonésia. Apenas na semana passada, cerca de três mil pessoas foram detidas.

"Havia cerca de 600 pessoas tentando provocar a massa. Nós [a polícia] ficamos parados no início, mas eles continuaram jogando [coisas] nos agentes de segurança. Nesse momento, nós os empurramos e os prendemos", disse o chefe da polícia de Jacarta, Nana Sudjana, conforme publicado pelo jornal, acrescentando que cerca de 500 pessoas foram detidas por instigar confrontos durante os protestos.
© AP Photo / Tatan SyuflanaEm Jacarta, policiais atiram gás lacrimogênio contra manifestantes durante protesto na capital da Indonésia, em 13 de outubro de 2020
Cerca de 500 pessoas são presas na Indonésia em novo protesto contra lei trabalhista - Sputnik Brasil
Em Jacarta, policiais atiram gás lacrimogênio contra manifestantes durante protesto na capital da Indonésia, em 13 de outubro de 2020

De acordo com a mídia, um grupo de manifestantes continuou jogando garrafas e pedras nos policiais, mesmo depois que a maioria das pessoas já havia deixado a passeata no centro de Jacarta. A polícia usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

A nova lei aumenta os limites de horas extras de 14 para 18 horas por semana e dá aos empregadores o direito de decidir o pagamento mínimo de horas extras. Além disso, a lei elimina a exigência de dois dias de folga por semana, remove a regulamentação do governo sobre o salário mínimo em diversos setores e dá aos empregadores mais direitos em relação aos trabalhadores, além de reduzir o nível de proteção social.

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