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COVID-19 'se espalhou com enorme ferocidade' no interior da Argentina, diz Alberto Fernández

© AFP 2021 / Esteban Collazo / Presidência da ArgentinaAlberto Fernández, presidente da Argentina, anunciando medidas contra o novo coronavirus
Alberto Fernández, presidente da Argentina, anunciando medidas contra o novo coronavirus - Sputnik Brasil
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O presidente do país sul-americano mencionou um grande aumento de casos do coronavírus nas zonas rurais argentinas, o que inclusive afetou o transporte de mercadorias.

O novo coronavírus está se espalhando "com enorme ferocidade" no interior da Argentina, advertiu no domingo (11) o presidente Alberto Fernández em uma entrevista ao jornal El Cohete a la Luna.

"Entre agora e o final do ano temos que conter [a disseminação], porque a pandemia não acabou, está em sua pior expressão agora. Estamos vivendo isso com um pouco mais de alívio na Região Metropolitana de Buenos Aires, mas no interior [do país] ela se espalhou com enorme ferocidade", disse Fernández, seguido pelo comentário do entrevistador, que refere a Argentina se aproximar de 500 mortes diárias.

O presidente argentino mencionou também as consequências causadas pela pandemia nas áreas rurais.

"[...] No interior, os preços são um tema mais complicado por tenderem a crescer devido ao custo do transporte. Em Buenos Aires são produzidos muitos alimentos que vão para o interior e acontecem coisas ilógicas. Que as vacas sejam ordenhadas em Córdoba [centro do país], o leite venha para Buenos Aires [leste do país], seja elaborado aqui e volte para Córdoba processado. Estes são custos adicionais que têm um impacto muito negativo no interior."

Na província central de Buenos Aires, a maior do país, o número de leitos de terapia intensiva cresceu de 790 em dezembro para quase 2.100, de acordo com o presidente.

"No ponto de máxima tensão, cerca de 1.500 leitos estavam ocupados", disse.

O governo federal forneceu mais de três mil leitos de terapia intensiva em todo o país, somando aos abastecidos pelos líderes regionais e locais, comentou Alberto Fernández.

A Argentina registrou seu primeiro caso da COVID-19 em 3 de março, e já relatou mais de 894.000 casos de infecção, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, EUA. Já são quase 24.000 mortes pela doença na Argentina.

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