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Decisão de reduzir o auxílio emergencial para R$ 300 é uma 'estupidez', afirma economista

© Folhapress / Mateus BonomiMovimento em frente a agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Brasília, na manhã desta segunda-feira (14). A Caixa realiza o pagamento do auxílio emergencial e o saque emergência do FGTS. Benefícios tem o intuito de minimizar o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus.
Movimento em frente a agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Brasília, na manhã desta segunda-feira (14). A Caixa realiza o pagamento do auxílio emergencial e o saque emergência do  FGTS. Benefícios tem o intuito de minimizar o impacto causado pela pandemia do novo coronavírus. - Sputnik Brasil
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O fim do auxílio emergencial em dezembro deve deixar cerca de 38 milhões de brasileiros sem assistência, segundo estima estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O número corresponde às pessoas que receberam a primeira parcela, mas que não estão inscritas no CadÚnico (Cadastro Único) e, sendo assim, não vão receber o Bolsa Família depois do fim do benefício emergencial.

As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira (6).

Em entrevista à Sputnik Brasil, o economista José Carlos de Assis, professor aposentado de Economia Política e de Relações Internacionais da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), disse que a decisão de diminuir o número de beneficiários do auxílio emergencial gera um impacto emocional, pessoal e material nas pessoas que deixaram de receber o benefício.

"O impacto pessoal é terrível porque as pessoas se sentem desamparadas. O aspecto material é fundamental também porque as pessoas perdem acesso à comida. Isso do ponto de vista emocional também é muito ruim porque as pessoas perdem equilíbrio mental", afirmou.

Segundo José Carlos de Assis, o fim do benefício do auxílio emergencial para 38 milhões pode levar ao aumento dos casos de COVID-19 no Brasil.

"Desse jeito nós podemos esperar situações gravíssimas que é a própria volta em larga escala da COVID-19. As pessoas, se não tiverem o mínimo para se sustentar materialmente, vão buscar meios de sobrevivência fora de casa, vão se expor e expor os outros. É esse o processo que infelizmente vai acontecer", declarou.

A decisão de Bolsonaro de reduzir o auxílio emergencial para R$ 300 foi classificada por José Carlos de Assis como uma "estupidez".

"Do ponto de vista econômico essa decisão do governo é uma estupidez, R$ 600 já era pouco, R$ 300 é uma insignificância", afirmou.

Para o economista, o governo federal deveria investir em subsídios para pequenas e médias empresas para aquecer a economia.

"Onde o governo erra estupidamente é quando ele não investe em produção, simultaneamente na demanda. Porque obviamente vai haver um descompasso entre produção e demanda. Tinha que ter dado condições de produção e condições de oferta ao conjunto das empresas, sobretudo médias e pequenas, que estão quebrando", completou.
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