Fortes explosões são ouvidas na capital de Nagorno-Karabakh, segundo correspondente da Sputnik

© REUTERS / Gor KroyanIncêndio em Stepanakert, capital da não reconhecida república de Nagorno-Karabakh
Incêndio em Stepanakert, capital da não reconhecida república de Nagorno-Karabakh - Sputnik Brasil
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Esta manhã (4), foram ouvidas novas explosões na capital da república não reconhecida, que tem estado no centro da disputa territorial entre Baku e Erevan.

Uma série de fortes explosões ocorreu na manhã de domingo (4) em Stepanakert, a capital da república não reconhecida Nagorno-Karabakh, segundo o correspondente da Sputnik.

Após cada estrondo, se ouvia o som característico de estilhaços se espalhando. Ainda se desconhece que alvos foram atingidos.

De madrugada, testemunhas oculares relataram ter ouvido várias explosões de projéteis artilharia nos arredores da cidade.

A noite de domingo (3) passou tranquila, sem que as sirenes de alarme fossem ativadas.

O serviço russo da rádio Sputnik informou que a cidade está totalmente sem eletricidade devido a um incêndio em uma subestação elétrica, após ter sido atingida por fogo de artilharia no sábado (3).

Hostilidades na região

Stepanakert tem sido alvo de ataques de artilharia desde que o conflito entre o Azerbaijão e a Armênia se reacendeu no último domingo (27).

O conflito em Nagorno-Karabakh começou em fevereiro de 1988, quando a Região Autônoma de Nagorno-Karabakh anunciou sua separação da República Socialista Soviética do Azerbaijão.

Baku perdeu o controle sobre Nagorno-Karabakh e sete distritos vizinhos entre 1992 e 1994 como resultado do confronto armado. Desde 1992, as negociações para a solução pacífica do conflito têm sido conduzidas pelo Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, liderado por três países: Rússia, EUA e França.

Erevan e Baku se acusaram mutuamente de violar o cessar-fogo de 1994 e causar vítimas civis. Em meio ao reinício do conflito em Nagorno-Karabakh, os chefes de Estado russo, norte-americano e francês instaram as partes a retomar as negociações e exigiram o fim das hostilidades.

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