Descoberto no Japão um dos mais antigos manuscritos sobre os ensinamentos de Confúcio (FOTO)

© Sputnik / Yevgeny Odinokov / Abrir o banco de imagensUm manuscrito (imagem referencial)
Um manuscrito (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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No Japão foi descoberto um manuscrito com comentários sobre o Confucionismo. O texto foi escrito na China, aparentemente entre o século VI e início de século VII d.C.

Acredita-se que este artefato é um dos textos mais antigos de ensinamentos religiosos escritos em papel, à exceção das escrituras budistas encontradas no país.

Pesquisadores da Universidade de Keio e outras instituições dizem que o texto é provavelmente o mais antigo manuscrito com comentários sobre os Diálogos de Confúcio, que foram entregues em templos, santuários e casas, escreve jornal The Asahi Shimbun.

Os Diálogos de Confúcio, o livro doutrinal mais importante do Confucionismo, foram compilados por seus discípulos após a sua morte. São uma coleção de textos e diálogos sobre questões da moralidade, educação e política.

© Foto / Serviço de imprensa da Universidade KeioManuscrito com compilação de comentários sobre o Confucionismo elaborado por Huang Kan (488-545 d.C.) possui uma marca sugerindo que pertencia ao clã Fujiwara
Descoberto no Japão um dos mais antigos manuscritos sobre os ensinamentos de Confúcio (FOTO) - Sputnik Brasil
Manuscrito com compilação de comentários sobre o Confucionismo elaborado por Huang Kan (488-545 d.C.) possui uma marca sugerindo que pertencia ao clã Fujiwara
O manuscrito recentemente descoberto foi aparentemente levado para o Japão por um dos emissários japoneses. O artefato é uma compilação de comentários, conhecidos como Lunyu Yishu, reunidos por Huang Kan – um estudioso confuciano do antigo Estado de Liang que existiu durante as Dinastias do Norte e do Sul.

Segundo especialistas, todos os manuscritos Lunyu Yishu se perderam na China por volta do século XII.

O artefato é composto por 20 folhas coladas umas às outras de 27,3 cm de comprimento, formando um rolo.

A Universidade de Keio comprou o manuscrito em 2017 de uma livraria antiquária.

O misterioso manuscrito foi estudado por historiadores, especialistas em bibliografia, literatura chinesa e japonesa durante vários anos.

Terukuni Kageyama, professor emérito de história da antiga filosofia chinesa, disse que a descoberta é "inestimável".

Espera-se que o achado dê aos especialistas pistas importantes sobre a história das trocas entre o Japão e a China.

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