Marinha dos EUA tenta se preparar para uma Rússia mais fortalecida no Atlântico

© Foto / Marinha dos EUASubmarino de ataque USS Seawolf da Marinha dos EUA (foto de arquivo)
Submarino de ataque USS Seawolf da Marinha dos EUA (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Com submarinos russos cada vez mais sofisticados rondando pelo Atlântico, a Marinha norte-americana trabalha arduamente para conseguir acompanhar o que se passa fora da costa marítima dos EUA, segundo Business Insider.

O foco da Marinha dos Estados Unidos em guerras antissubmarino diminuiu durante as guerras no Oriente Médio, mas a atenção está mudando, como deu para perceber pelo exercício Black Widow 2020 (Viúva Negra 2020) no Atlântico Norte, realizado entre 12 e 18 de setembro.

No exercício em análise participaram dois submarinos de ataque, dois destróieres, navio de assalto USS Wasp, dois esquadrões de helicópteros MH-60R e uma aeronave de patrulha marítima P-8A dos Estados Unidos.

Vice-almirante Andrew Lewis, comandante da 2ª Frota da Marinha, salienta a enorme importância de os Estados Unidos manterem uma posição vantajosa sobre o adversário. Apesar de já possuírem um arsenal naval poderoso, há muito por onde ainda podem trabalhar e melhorar.

O exercício Black Widow serviu como teste ao trabalho de equipe entre diferentes plataformas da Marinha, bem como uma espécie de ensaio de como a Marinha as deve utilizar em missões.

Novos submarinos, novas missões

A atenção sobre a guerra antissubmarino renasce nos EUA ao vislumbre da crescente ameaça por parte de "potências competidoras" – especialmente a Federação da Rússia, que tem reconstruído e fortalecido sua Marinha desde o início do novo milênio (2000).

Apesar de ser menor que sua predecessora soviética, a frota submarina russa atual é mais avançada, com barcos mais silenciosos, resistentes, e capazes de lançar mísseis contra alvos em terra – uma habilidade que preocupa autoridades americanas.

"De uma perspectiva numérica, a Marinha russa não apresenta grande ameaça como no tempo da Guerra Fria, mas de uma perspectiva de capacidades, ainda é um grande desafio", ponderou Michael Petersen, diretor do Instituto de Estudos Russos Marítimos da Escola de Guerra Naval dos EUA, citado pelo portal.

Várias forças militares ocidentais preocupam-se com a possibilidade de ocorrer uma "quarta batalha do Atlântico", mas desta vez o alvo principal e o poderio militar russos não são tão certos para delinear possíveis estratégias. Porém, ninguém duvida de que a Rússia não esteja preparada, ainda mais após ter demonstrado mísseis Kalibr sendo lançados de submarinos na Síria, que, por sua vez, são um chamar de atenção a todos os que considerem a possibilidade da existência de uma guerra antissubmarino – tal como participação nesta.

Para sempre ligados

Uma ameaça de natureza transatlântica "pede" por uma resposta igualmente transatlântica.

Em 17 de setembro, o vice-almirante Andrew Lewis tomou as rédeas de seu outro cargo como diretor das Forças Conjuntas de Comando Norfolk, e assim marcar o início de uma nova operação. A cerimônia foi realizada na base americana JFCN, que supervisiona as operações da OTAN em uma área do Atlântico que vai do Ártico aos trópicos. A JFNC é dirigida pelo Comando Supremo Aliado da Europa.

"Será a primeira ordem deste tipo dentro da OTAN", disse Lewis na cerimônia, e "essencialmente, estará movendo dois continentes juntos". Porque afinal, "não podemos triunfar sem a Europa", e a "Europa não pode triunfar […] sem a América do Norte", proferiu Lewis. "Estamos sempre ligados, e é assim que vamos permanecer."

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