Leite materno mata a maioria das cepas do novo coronavírus, segundo estudo

© AFP 2022 / PHILIPPE HUGUENUma criança recém-nascida
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Pesquisadores chineses descobriram que a exposição ao leite materno pode prevenir o vírus SARS-CoV-2 e até mesmo tratar a COVID-19.

Leite que foi coletado em 2017, muito antes do início da pandemia, foi colocado em contato com cepas vivas do novo coronavírus por uma equipe de cientistas chineses e matou a maioria das cepas do vírus. Os resultados foram publicados recentemente no servidor de pré-impressão bioRxiv.

Os cientistas misturaram algumas células saudáveis ​​no leite materno, depois lavaram o leite e expuseram as células ao vírus. O leite materno estava "bloqueando a ligação viral, a entrada e até a replicação viral pós-entrada", relatam os autores.

A equipe concluiu que a infecção poderia ser inibida pelo leite materno, que já é conhecido por ter efeitos supressores sobre bactérias e vírus como o HIV.

Amamentação e a COVID-19

A amamentação foi vista anteriormente como aumentando o risco de transmissão viral. Em Wuhan, China, os recém-nascidos foram separados das mães com COVID-19 e alimentados exclusivamente com fórmula, de acordo com relatos da mídia chinesa de fevereiro.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA também alertou que bebês amamentados por mães com suspeita ou confirmação de COVID-19 também devem ser vistos como "suspeitos" portadores.

O estudo apoia a posição oficial da Organização Mundial da Saúde, que afirma que mães devem amamentar seus bebês, mesmo que estejam infectados com o novo coronavírus.
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