Testes de coronavírus poderiam estar contando vestígios inativos do SARS-CoV-2

© REUTERS / Christian HartmannTeste de coronavírus
Teste de coronavírus - Sputnik Brasil
Nos siga no
Uma pesquisa realizada por cientistas britânicos examinou 25 estudos sobre o método de teste do novo coronavírus, chegando à conclusão de que há muitos falsos positivos.

Os testes de coronavírus podem estar exagerando a quantidade de infeções por não terem em conta o número de vestígios inativos do SARS-CoV-2, alertam cientistas da Universidade de Oxford e da Universidade do Oeste da Inglaterra, Reino Unido, citados pela emissora Sky News.

A equipe examinou 25 estudos sobre o amplamente utilizado teste de reação em cadeia da polimerase (PCR), um processo que aumenta a quantidade de DNA na amostra para permitir que ela seja examinada, usado para determinar a contaminação pelo vírus. A pesquisa foi publicada na quinta-feira (3) no servidor de pré-impressão medRxiv.

Como resultado, os pesquisadores descobriram que os vestígios do vírus podiam estar presentes em uma pessoa mesmo semanas depois de recuperar da COVID-19. No entanto, estas pessoas não só não estavam infectadas, como também não poderiam propagar a doença.

Na terça-feira (1º) o professor Carl Heneghan, um dos coautores do estudo, advertiu para esta possibilidade, em referência a países como o Reino Unido e a Itália, onde se tem registrado "um número crescente de casos, mas um número estável e muito baixo de mortes, mesmo semanas após os casos terem começado a aumentar novamente".

"Há cada vez mais evidências de que uma boa parte dos 'novos' casos leves e de pessoas que voltam a testar positivo após a quarentena ou alta hospitalar não são infecciosos, mas simplesmente estão limpando partículas inofensivas do vírus que seu sistema imunológico tratou com eficiência", escreveu na revista The Spectator.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала