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Carlos Bolsonaro teria gasto R$ 7 milhões com funcionários fantasmas

© AP Photo / Eraldo PeresO vereador Carlos Bolsonaro (direita) com o seu irmão Flávio, senador, em cerimônia de confirmação da vitória do seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018
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O gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), do Rio de Janeiro, teria gasto R$ 7 milhões com supostos funcionários fantasmas desde 2001, segundo aponta uma investigação do Ministério Público.

O valor teria sido pago a 11 servidores que estão sendo investigados pelo MP, como parte do caso que apura se o filho do presidente Jair Bolsonaro teria cometido peculato, desvio de dinheiro público

As informações constam de um ofício anexado à investigação, obtidas com exclusividade pela GloboNews. 

​De acordo com a reportagem que foi ao ar nesta sexta-feira (4), um dos servidores suspeitos, Guilherme Hudson, recebeu quase R$ 1,5 milhão do gabinete do vereador, ao longo de dez anos, por trabalhos de assessoria jurídica que ele não conseguiu comprovar, afirmando ter "trocado pouquíssimos e-mails" com Carlos Bolsonaro e não ter guardado nenhum documento desse período. 

Hudson, durante vários anos, dirigiu todos os dias até a cidade de Resende, no Sul Fluminense, para levar a esposa, Ananda, para a faculdade. Gastava em média 5 horas e 20 minutos no trajeto de ida e volta, levando o MP a questionar que horas, então, ele cumpria suas funções na Câmara Municipal do Rio.

O servidor assumiu o cargo de chefe de gabinete, substituindo sua prima Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, que recebeu R$ 670 mil na função. Já Ananda Hudson, que também fez parte do gabinete por um ano e cinco meses, recebeu R$ 117 mil nesse período. 

​Outro bem-afortunado do grupo, o militar da reserva Edir Barbosa Goes, que ainda é assessor do vereador, também recebeu cerca de R$ 1,5 milhão do gabinete de Carlos Bolsonaro, ao longo de 11 anos. Aos investigadores, ele disse que os pagamentos foram referentes a entregas de panfletos informativos na Zona Oeste da capital, de porta em porta e em filas de bancos. Pela função, segundo informações da Câmara, ele recebeu um salário de R$ 17 mil em maio do ano passado, mas, questionado pelos promotores, disse não ter nenhum exemplar dos panfletos entregues para mostrar.

Ainda de acordo com a GloboNews, o relatório dos investigadores também cita servidores de idade elevada residentes em outras cidades e até estados. 

A defesa do parlamentar disse que não iria comentar o caso porque a investigação está sob sigilo.

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