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Renda Brasil vai tirar dinheiro do 'andar de cima', afirma Guedes

© Folhapress / Pedro LadeiraMinistro da Economia, Paulo Guedes, fala durante solenidade no Palácio do Planalto
Ministro da Economia, Paulo Guedes, fala durante solenidade no Palácio do Planalto - Sputnik Brasil
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A prorrogação do auxílio emergencial, anunciada nesta terça-feira (1º), permitirá aprofundar os estudos para a criação do programa Renda Brasil, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou nesta terça-feira (1º) de uma audiência pública virtual na Comissão Mista destinada a acompanhar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao coronavírus.

Em junho, o ministro anunciou que o governo criará um programa de renda mínima permanente após a pandemia do novo coronavírus, o Renda Brasil. De acordo com Guedes, vários programas sociais serão unificados para a criação do programa, que deve incluir os beneficiários do auxílio emergencial.

Na audiência pública desta terça-feira (1º), Guedes afirmou que o Renda Brasil vai consolidar 26 ou 27 programas sociais.

"Estão sendo consolidados e vão cada vez mais fundo, porque o problema não é só o assistencialismo – o conteúdo assistencialista que é necessário e tem que atender realmente os mais frágeis – mas também o trabalho de remoção de pobreza futura, que é justamente o foco na primeira infância", disse Guedes, citado pela Agência Brasil.

Guedes negou que o novo programa seria feito às custas do abono salarial, pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos, medida que recebeu críticas do presidente Jair Bolsonaro.

"Não, presidente, nós estamos só consolidando os programas todos. Mas nós vamos pegar também dinheiro do andar de cima, vamos pegar do andar do lado", disse Guedes.

O ministro acrescentou que o programa reduzirá a desigualdade social, enquanto a desoneração da folha de pagamento ajudará a criar empregos.

"Se o grande problema brasileiro é a desigualdade social, vamos enfrentar esse problema. Se o segundo grande problema brasileiro é o desemprego em massa, com 38 milhões de brasileiros que não conseguem trabalhar no mercado formal, que estão desassistidos, não têm capital, tecnologia, não têm nada, são vítimas de baixa produtividade, e nós temos que enfrentar isso, a resposta ousada é: desoneração da folha", afirmou o ministro.

Guedes acrescentou estar buscando uma "resposta ousada" para desigualdade com um Renda Brasil "robusto".

"A resposta ousada para o desemprego em massa é desonerar as folhas de pagamento. A resposta ousada para trazer o crescimento, melhorar o ambiente de negócios, é uma reforma tributária que simplifique e reduza os impostos para quem cria emprego, para quem traz inovação, para quem investe, e um aumento para quem distribui os dividendos, que hoje não pagam e que na verdade estão tirando recursos que podiam gerar emprego, gerar renda, gerar crescimento, gerar inovações, e a pessoa está tirando da empresa para levar para o seu consumo pessoal", acrescentou Guedes.
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