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Cientistas detectam jatos de gás disparando de buraco negro no aglomerado de galáxias Fênix (FOTO)

© Foto / NAOJIlustração artística da galáxia Fênix
Ilustração artística da galáxia Fênix - Sputnik Brasil
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Radioastrônomos detectaram jatos de gás quente disparados por um buraco negro na galáxia localizada no centro do aglomerado de galáxias Fênix, a 5,9 bilhões de anos-luz de distância.

Este é um resultado importante para a compreensão da evolução de galáxias, gás e buracos negros em aglomerados de galáxias.

As galáxias não são distribuídas aleatoriamente no espaço. Através da atração gravitacional mútua, elas se reúnem para formar acúmulos conhecidos como aglomerados.

O espaço entre as galáxias não está inteiramente vazio. Há gás muito diluído ao longo de um aglomerado que pode ser detectado por observações de raios X.

Se este gás interno dos aglomerados esfriar, ele se condensaria sob sua própria gravidade para formar estrelas no centro do aglomerado.

No entanto, gás arrefecido e estrelas não são normalmente observados em centros de aglomerados próximos, o que indica que algum mecanismo deve estar aquecendo o gás interno dos aglomerados, prevenindo a formação estelar, escreve portal Science Daily.

© Foto / Akahori et al.Observações de rádio do centro do aglomerado de galáxias Fênix mostrando estruturas de jatos se estendendo da galáxia central
Cientistas detectam jatos de gás disparando de buraco negro no aglomerado de galáxias Fênix (FOTO) - Sputnik Brasil
Observações de rádio do centro do aglomerado de galáxias Fênix mostrando estruturas de jatos se estendendo da galáxia central

Um potencial candidato para esta fonte de calor são jatos de gás de alta velocidade acelerados por um buraco negro supermassivo na galáxia central.

Uma equipe de cientistas liderada por Takaya Akahori, do Observatório Astronômico do Japão, usou o radiotelescópio australiano ATCA para procurar jatos de buraco negro no aglomerado de galáxias Fênix.

Durante as observações, os pesquisadores detectaram estruturas correspondentes se estendendo de lados opostos da galáxia central. Comparando os dados com observações anteriores do Observatório de Raios X Chandra da NASA, eles mostram que as estruturas detectadas pelo ATCA correspondem a cavidades de gás menos denso, indicando que são um par de jatos bipolares emitidos por um buraco negro na galáxia.

Assim, a equipe descobriu o primeiro exemplo em que o esfriamento do gás interno de aglomerados de galáxias e jatos de buraco negro coexistem no Universo distante.

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