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Abertura econômica pode beneficiar o Brasil na recuperação pós-pandemia, diz economista

© Folhapress / Pedro LadeiraMinistro da Economia, Paulo Guedes, durante evento no Palácio do Planalto, Brasília, 30 de junho de 2020
Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento no Palácio do Planalto, Brasília, 30 de junho de 2020  - Sputnik Brasil
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O governo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está atrelando a abertura da economia à proposta de reforma tributária. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu um economista do Mackenzie, que afirmou que a abertura pode ser melhor com a reforma e beneficiar a recuperação econômica do país.

O secretário executivo do Ministério da Economia brasileiro, Marcelo Guaranys, declarou que o governo entende que a abertura da economia brasileira está atrelada ao avanço da reforma tributária no país. Segundo Guaranys, o avanço simultâneo das agendas visa não prejudicar as empresas brasileiras, conforme publicou a agência Reuters.

Para o economista Josilmar Cordernonssi, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, a economia do Brasil tem um desequilíbrio em relação aos tributos que precisa ser corrigido para garantir uma abertura econômica adequada.

"O problema é que o nosso sistema tributário é muito baseado em consumo - mais do que a renda, como é lá fora - e pesa muito mais sobre a indústria do que outro setor que pode importar e exportar, que é o setor agrícola. Então existe um certo desequilíbrio e seria desejável fazer uma reforma tributária mais justa antes de abrir a economia brasileira", avalia o economista em entrevista à Sputnik Brasil.

O professor do Mackenzie aponta que dificilmente o país poderá abrir sua economia em "condições perfeitas" e que sempre haverá setores que se dizem despreparados para a competição com o mercado externo. Para ele, no entanto, já há uma competição interna e o que deve acontecer em uma eventual abertura econômica é a concentração de recursos em determinados setores.

"Naturalmente a abertura econômica vai provocar uma certa concentração dos setores econômicos. O que a gente precisa questionar é se essa concentração é justa ou não. Geralmente os impostos incidem muito menos na agricultura – a agricultura tem uma série de subsídios em relação à indústria. Então tem uma série de desequilíbrios entre os setores, que precisam ser discutidos antes da abertura", alerta.

Cordernonssi acredita que a declaração do secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, pode ser uma forma de pressionar o próprio governo Bolsonaro, uma vez que, segundo o economista, a reforma é bem aceita pelo Congresso Nacional.

Abertura e recuperação da crise econômica

O economista também avalia que em meio à crise econômica imposta pela pandemia da COVID-19 no Brasil, a abertura da economia pode ser benéfica ao movimento de recuperação econômica do país, que espera uma forte queda no PIB em 2020.

"Com o cenário da pandemia, eu acredito que a maior abertura econômica facilitaria a nossa retomada, especialmente fazendo acordos, ou aprofundando acordos de livre comércio, como já fizemos com a União Europeia. Se nós estivéssemos em um processo mais avançado de ratificação dos parlamentos, a gente poderia aproveitar a rápida retomada econômica que a União Europeia está tendo em relação a outros países do Ocidente", afirma.
© AP Photo / Kin CheungVisitantes tiram selfie no dia da reabertura do parque temático da Disneylândia, em Hong Kong, 18 de julho de 2020
Abertura econômica pode beneficiar o Brasil na recuperação pós-pandemia, diz economista - Sputnik Brasil
Visitantes tiram selfie no dia da reabertura do parque temático da Disneylândia, em Hong Kong, 18 de julho de 2020

Cordernonssi aponta ainda que o Brasil poderia se beneficiar nesse processo adotando uma aproximação com as economias da Ásia.

"E também se nós abríssemos nossas economias mais para os países asiáticos, que estão retomando a economia a um ritmo mais forte, nós estaríamos em melhor posição", conclui.
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