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Pazuello promete resolver falta de medicamento contra COVID-19

© Folhapress / Edu AndradeO então secretário-executivo da Saúde, Eduardo Pazuello, durante coletiva de imprensa sobre atualizações do boletim epidemiológico a respeito dos números da COVID-19 no Brasil, em Brasília, no dia 27 de abril de 2020.
O então secretário-executivo da Saúde, Eduardo Pazuello, durante coletiva de imprensa sobre atualizações do boletim epidemiológico a respeito dos números da COVID-19 no Brasil, em Brasília, no dia 27 de abril de 2020.  - Sputnik Brasil
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O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, revelou nesta quinta-feira (13) que faltaram medicamentos nos hospitais brasileiros para combate à COVID-19.

Pazuello participou de uma audiência pública da Comissão Mista do Congresso que acompanha as ações do governo no combate à pandemia. Segundo ele, com a homologação dos pregões eletrônicos na quarta-feira (12) para a compra dos remédios, o problema será resolvido.

"Em momento algum, vou dizer que não faltou medicamento nesse ou naquele município ou naquele hospital. Sim, houve faltas. E, no momento em que as faltas chegaram para nós, nós fizemos o que podia ser feito e o que não podia ser feito para apoiar. Nesse aspecto, eu não tiro daí a responsabilidade dos estados e municípios, nunca se negaram a fazer sua parte. Quando eles correm para nós, é quando eles chegaram ao limite deles", disse Pazuello, citado pela Agência Brasil.

Segundo o ministro, 18 empresas se apresentaram com estoques, com fabricação e com números.

"Passamos a observar os estoques, quantitativos e valores, caso eu precise requisitar, caso um estado precise requisitar. Então, a partir do momento em que todos os estados, municípios e nós temos acesso aos estoques e aos números, se faltar, nós vamos requisitar e nós vamos pagar não o preço que a empresa quer, mas o preço justo de mercado previsto para aquele item", disse o ministro interino.

O ministro destacou que o problema de desabastecimento de medicamentos coincidiu com a instabilidade do mercado mundial. Entre as medidas emergenciais adotas à época pelo Brasil ele lembrou duas requisições administrativas feitas direto das empresas produtoras, em cima de estoques ainda não vendidos, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Fizemos a distribuição dessas 3,4 milhões de doses por todo o Brasil. Então, isso aí já foi distribuído pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios para evitar a falta de medicamentos que chamamos hoje de kit intubação – todos eles já distribuídos", garantiu.

Durante a audiência pública, Puzuello destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) é o principal pilar da resposta brasileira ao novo coronavírus. "Nosso objetivo é e sempre será o de salvar vidas", afirmou.

"Além dos R$140 bilhões destinados ao nosso sistema de saúde desde o início da pandemia, já empenhamos mais R$ 40 bilhões exclusivamente ao reforço no combate ao novo coronavírus, entregamos quase 10 mil ventiladores pulmonares para todo o Brasil, habilitamos mais de 11,8 mil leitos de UTIs com repasses no valor de R$ 1,7 bilhão a estados e municípios, adquirimos 241 milhões de unidades de equipamentos de proteção individual, investimos R$ 2,8 bilhões só em itens emergenciais de saúde e abrimos crédito extraordinário de R$2 bilhões para a compra e produção da vacina contra a COVID-19", concluiu.
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