Apesar de protestos, Bolívia confirma eleições para 18 de outubro

© AP Photo / Juan KaritaManifestante participa de protesto na Bolívia contra adiamento das eleições no país
Manifestante participa de protesto na Bolívia contra adiamento das eleições no país  - Sputnik Brasil
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O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia confirmou nesta quinta-feira (13) a realização das eleições gerais no país em 18 de outubro, apesar de protestos que pediam a antecipação da data. 

O pleito boliviano é aguardado desde a derrubada do ex-presidente Evo Morales em 10 de novembro de 2019. A data inicial seria 3 de maio, mas, em função da pandemia do novo coronavírus, as eleições foram seguidamente remarcadas: para 2 de agosto, 6 de setembro e, finalmente, 18 de outubro. 

Diversos sindicatos, no entanto, afirmavam que o processo deveria ocorrer a curto prazo. Protestos liderados pela Central Operária Boliviana (COB), com bloqueios de estradas, vêm ocorrendo no país há 11 dias. Após anunciar a confirmação do dia da votação, o TSE pediu o fim das manifestações que exigem a realização do pleito antes de 18 de outubro. 

'Aprovou por unanimidade'

"Hoje a Bolívia tem certeza, o Tribunal Supremo Eleitoral aprovou por unanimidade a resolução 205/2020 que confirma e estabelece domingo 18 de outubro de 2020 como data definitiva, inamovível e impostergável da jornada eleitoral", disse em coletiva de imprensa o chefe da instituição, Salvador Romero. 

O anúncio foi feito horas depois da presidente interina, Jeanine Áñez, promulgar lei que fixava essa data como prazo máximo para as eleições. 

Romer afirmou ainda que o prazo para a votação tinha sido definido por acordo no Parlamento, com participação do Movimento para o Socialismo (MAS), de Evo Morales, e os Democratas, de Áñez. 

O presidente do tribunal disse também que a data "permite conciliar a proteção da saúde pública, porque se afasta do pico da pandemia, com a exigência constitucional de eleger e dar posse às autoridades dos poderes Executivo e Legislativo durante o ano de 2020". 

As Nações Unidas e a União Europeia, por meio de comunicado conjunto, apoiaram a realização das eleições em 18 de outubro.

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